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PRÁTICA POLÊMICA

'Dogging': a modalidade de sexo em público praticada pelo ator José Loreto

Fetiche surgiu na década de 70 e pode ser considerado crime no Brasil

segunda-feira, 11/01/2021, 16:00 - Atualizado em 11/01/2021, 16:00 - Autor: Com informações da coluna Pouca Vergonha


| Reprodução

O ator José Loreto foi flagrado protagonizando cenas quentes de ‘pegação’ com uma mulher no meio de uma praça pública no bairro de Ipanema, Zona Sul do Rio de Janeiro, e gerou polêmica. Para algumas pessoas, no entanto, a prática é vista como um fetiche, surgido nos anos 70, e conhecido como dogging, ainda que, no Brasil, o ato possa configurar um crime. 

Ator José Loreto é flagrado transando em praça pública; veja o vídeo!

De acordo com a coluna Pouca Vergonha, do portal Metrópoles, o dogging é classificado como sexo consentido, em locais públicos, e com plateia. A prática surgiu na Inglaterra e é impulsionada por quem desejava ter sexo com desconhecidos.

Com a internet, os praticantes do fetiche tiveram as possibilidades ampliadas e, hoje, já é possível encontrar fóruns com dicas sobre os melhores locais para fazer sexo semipúblico em cada cidade, além de saber os dias e horários de “encontros” para os adeptos dogging ou simplesmente aprender as regras de “boa convivência” que antes só eram conhecidas por quem era experiente na prática. 

Cunhado pelos ingleses, o nome ‘dogging’ faz referência o fato de os cachorros poderem ter sexo na rua, o que, no fundo, é o ponto essencial do fetiche.

De acordo com a sexóloga Paula Napolitano, entrevistada pela coluna Pouca Vergonha, a prática está muito ligada ao exibicionismo e ao voyeurismo. “São pessoas que gostam de ter relações sexuais em locais em que pessoas desconhecidas podem estar envolvidas, seja assistindo ou participando”, explica Paula. 

A possibilidade de serem flagrados aumenta a excitação do ato para os adeptos. 

PRÁTICA POSSUI REGRAS

Não pense, porém, que o caráter clandestino do dogging isenta a prática de regras e limites. Pelo contrário, é justamente a ilicitude de quem o pratica, e a complexidade da sua natureza, que fazem com que ele esteja impregnado de diretivas, para quem faz e quem observa.

Além disso, por ser diferente do voyeurismo comum, dado que quem está de fora do carro está, ainda assim, muito perto, exige ainda mais o estabelecimento de regras claras.

Segundo a atriz pornô Bianca Naldy, praticante assídua do dogging em São Paulo, as regras devem ser seguidas por todos os que querem participar de alguma forma. “Eu gravo os vídeos com o maior carinho, mas antes de ligar a câmera, explico tudo para quem quer fazer parte. Não é bagunça!”, ressalta.

A primeira regra é bem básica para praticamente qualquer ato sexual: higiene, boa apresentação e estar preparado para sexo seguro. Esta tríade, fatal para quem não a cumpre, é o início de tudo.

O local: basta uma rápida pesquisa na internet para conhecer os locais apropriados para o dogging. Naturalmente, e porque sexo em locais públicos é proibido, a zona deve ser discreta ou pouco movimentada.

Carro estacionado, a atividade pode começar. “Para convidar os observadores a se juntar à festa, o código é acender a luz interior do carro”, explica Bianca, que publica seus feitos em um canal no site pornográfico XVídeos.

“Quem dita o início e fim são os ocupantes do carro”, frisa a profissional. “Um passo em falso, um impulso mal contido, e o momento está estragado”, completa. Se a mulher sair do carro, isso significa que procura e consente sexo com um, ou mais, observadores presentes. “É um convite”.

Naturalmente, vídeos são estritamente proibidos sem consentimento. “Peço autorização para filmar as pessoas e peço também que não gravem de seus celulares, já que os meus vídeos saem no site”, conta Naldy.

SEXO EM LOCAL PÚBLICO É CRIME NO BRASIL

Segundo o artigo 233 do Código Penal Brasileiro, “praticar ato obsceno em lugar público, aberto ou exposto ao público” é crime. A pena é de três meses a um ano de detenção ou o pagamento de uma multa.

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