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SAÚDE

O que é a endometriose? Conheça os sintomas e tratamento

quarta-feira, 14/08/2019, 18:14 - Atualizado em 14/08/2019, 20:42 - Autor: Marli Portilho


A endometriose atinge cerca de 6 milhões de mulheres no Brasil
A endometriose atinge cerca de 6 milhões de mulheres no Brasil | (Reprodução/ Internet)

Dores no período menstrual, infertilidade e incômodo durante ao sexo são os principais sintomas da endometriose. A doença inflamatória atinge cerca de 6 milhões de mulheres no país.  De acordo com a Associação Brasileira de Endometriose, a condição ocorre quando o endométrio, tecido que envolve a parte interna do útero, se espalha para outros locais do corpo.

Segundo os especialistas, a endometriose pode ter ligação genética, imunológica ou  fatores biológicos. Durante um ciclo normal, boa parte do endométrio é expelido do organismo quando o óvulo não é fecundado, mas algumas células da mucosa podem migrar com a menstruação para a região pélvica, se multiplicando nos ovários, trompas, bexiga e intestino. Em outros casos, esses tecidos podem ser transportados pelo sangue para outros órgãos, como o pulmão.

Sintomas mais comuns

A endometriose pode começar a se desenvolver a partir da primeira menstruação, mas geralmente só é diagnosticada por volta dos 30 a 35 anos de idade. Muitas vezes, a descoberta ocorre quando o quadro já está bem evoluído. Os principais sintomas são; dor intensa no período menstrua, infertilidade e incômodo nas relações sexuais. Os sintomas variam de pessoa para pessoa.

Qual a relação entre endometriose e infertilidade?

Segundo o Ministério da Saúde, a infertilidade tem uma forte ligação com a endometriose Cerca de 40% das mulheres com a doença ficaram inférteis. A explicação é que o avanço da condição inflamatória pode comprometer as tubas uterinas e impedir que o espermatozóide chegue ao óvulo, impossibilitando a fecundação. Em alguns casos, o tratamento clínico pode reverter o quadro quando não há obstrução completa das tubas uterinas.

Tratamento 

O tratamento da dor normalmente ocorre com prescrição de antiinflamatórios, porém o uso sem acompanhamento médico pode levar a outras consequências. Quando diagnosticada mais cedo, o tratamento costuma ser feito com pílulas anticoncepcionais (que possuem estrogênio e progesterona na composição) sem intervalos para a menstruação. Nos casos em que a inflamação está mais avançada, uma intervenção cirúrgica pode ser necessária.


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