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“Moda da pandemia”: a volta do tie-dye destaca o empreendedorismo com criatividade 

No fim dos anos 60 e início do 70, a estampa tie dye se consolidou.

quinta-feira, 29/10/2020, 12:48 - Atualizado em 29/10/2020, 13:48 - Autor: Bruna Dias


Amanda Cunha e Raphaela Rocha se uniram e deram um toque especial aos pijamas.
Amanda Cunha e Raphaela Rocha se uniram e deram um toque especial aos pijamas. | Divulgação

Com a pandemia e o isolamento social, muitas pessoas passaram a desenvolver ações relacionadas à moda. Uma das atividades mais realizadas foram as confecções de roupas de roupas tie dye (amarrar e tingir). Para muitos foi uma forma de passar o tempo, mas para outros se transformou em uma fonte de renda.

Pijamas, blusas, máscaras... Foram algumas das peças, cada vez mais necessárias, que ganharam destaque na moda nos últimos meses. Cores vibrantes e estampas únicas, o tie dye ganhou as redes sociais e os guarda-roupas.

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Começando a voltar no final de 2019, o estilo tie dye é marca registrada no fim dos anos 1960 e início dos 1970. “Os movimentos de contracultura e hippie foram referências para a tendência. O estilo ficou muito popular porque significava uma manifestação de identidade própria, além de ser contra a tudo que estava acontecendo na sociedade principalmente americana, mostrava que as pessoas eram contra o capitalismo, a indústria e paz e amor. Tem um significado muito profundo”, explica Verena Rodrigues ( @verenavrod ), Designer de Moda.

A técnica, que une as ações de amarrar e tingir a peça com agua sanitária, ganhou novas cores. As pessoas começaram a adicionar tintas de tecidos para confeccionar suas roupas, dando um colorido especial. A indústria não perdeu tempo e também começou a vender tecidos já no estilo tie dye.

Verena Rodrigues
Verena Rodrigues Divulgação
 

“Um dos motivos para essa moda ser atual, é que a indústria tem voltado muito para as décadas de 70 e 90, que foram muito marcantes para movimentos sociais e principalmente na moda. Por conta do cenário da pandemia, que tivemos que fazer nossas próprias coisas, o tie dye está bem ligado a isso. Sem falar no colorido, que voltou como uma tendência de moda, com a exploração de coisas mais vivas. Com a quarentena as pessoas tiveram a oportunidade de fazer coisas novas, e a maioria delas apostou na confecção das suas peças”, avaliou.

Para Verena, a tendência pode ir até fim do ano, mas ela antecipa que não é necessário se desfazer das suas peças. “O tie dye começou lá fora muito forte no final do ano passado, é uma moda sempre revisitada, mas é micro tendência, que não dura tanto. Eu acredito que já está se encerrando, porém, é bastonete original e para muita gente tem valor simbólico, principalmente porque foram produzidas na quarentena, em um período de isolamento. Não é motivo para as pessoas se desfazerem das suas roupas”, disse a designer de moda.

“Quem dá significado a moda somos nós. Por mais que para a indústria esteja se encerrando, mas podemos criar o nosso significa e estilo, e continuar usando”, finalizou Verena Rodrigues.

OPORTUNIDADE


Ligada em moda e tendências, Raphaella Rocha, se entregou ao tie dye e trouxe uma renda extra durante a quarentena. Com peças de altíssimo bom gosto, a empreendedora expandiu a sua marca que era só de acessórios, e deu um toque único a sua produção de roupas.

“Sempre fui apaixonada por cor e por moda. As cores provocam em mim sensações reais, estímulos... e isso sempre esteve presente no meu estilo, em como gosto de me vestir. Com a volta do tie dye como tendência, estava em busca de uma peça pra mim mesmo, e não encontrava nenhuma combinação de cor que fosse, de fato, a ‘minha cara’. Daí veio a ideia de criar a minha própria blusa. Testei e amei o resultado!”, explicou a empreendedora.

Raphaela Rocha
Raphaela Rocha Divulgação
 

Não foi só ela que amou o resultado. As pessoas começaram a ver as peças que Raphaela usava e as encomendas iniciaram. “A aceitação do público foi maravilhosa! Hoje todos os consumidores acabam sendo micro influenciadores. Então conheci novos clientes que se aproximaram, conheceram meu trabalho e hoje usam RRA também por conta do tie dye”, disse.

RRA (@raphaellarocha_rra ) é a marca da Raphaela Rocha, que antes era apenas de acessórios e hoje ganhou uma versão de arte com as vestes.

Amanda Cunha
Amanda Cunha Divulgação
 

A visibilidade do trabalho da Raphaela foi grandioso que chamou atenção de Amanda Cunha, proprietária da loja on line Be you! (@be_you_foryou). Com vendas de pijamas, a união das tendências em tempos de isolamento social rendeu muitas vendas e referência no mercado.

Só nesses 8 meses de restrições sociais, em que as pessoas precisam ficar mais em casa, Amanda tem uma marca de mais de 400 pijamas vendidos.

Jéssica Barata, dona da Letticy Store ( @letticystore ), aproveitou bem a tendência do primeiro semestre. Na sua loja era possível encontrar peças para todos os gostos. Macaquinhos, croppeds, tshirts, vestidos, saias, shorts... Além da disponibilidade de modelos, a tonalidade dos coloridos também possuía variedades.

“O momento já esteve mais forte, acho que já passou. A procura foi grande, mas hoje não está mais em alta”, explicou a empresária.

Letticy Store
Letticy Store Divulgação
 

Letticy Store
Letticy Store Divulgação
 

Letticy Store
Letticy Store Divulgação
 


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