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OUTUBRO ROSA

Micropigmentação mamária devolve autoestima a mulheres que venceram o câncer

A micropigmentação paramédica é uma técnica que pode ajudar mulheres que venceram o câncer de mama a recuperar sua autoestima.

sexta-feira, 02/10/2020, 11:56 - Atualizado em 02/10/2020, 11:56 - Autor: Bruna Dias


Rosana Abreu é idealizadora do projeto Transformando Vidas
Rosana Abreu é idealizadora do projeto Transformando Vidas | Gabriel Caldas

“Me sinto maravilhosa”, é assim que Sheila da Silva, 40 anos, se sente atualmente. Paciente oncológica há 7 anos, ela reconstruiu sua vida e hoje é dona de uma autoestima admirável. Fazendo apenas acompanhamento médico, Sheila restaurou sua vida e seus seios.

Ao descobrir o câncer de mama no lado esquerdo, ela ficou sem chão, mas encontrou em Deus seu conforto. Além de precisar lidar com a doença, seu casamento chegou ao fim e ela ainda contou com a retirada completa da mama.

Sheila encontrou na micropigmentação mais uma aliado para sua reconstrução pessoal.
Sheila encontrou na micropigmentação mais uma aliado para sua reconstrução pessoal. Acervo Pessoal
 

Sheila curte bons momentos após o fim do tratamento de câncer
Sheila curte bons momentos após o fim do tratamento de câncer Acervo Pessoal
 

Mas isso é passado, e é só para contar o processo que fez Sheila chegar ao seu nível mais alto de amor e beleza: “Me sinto uma mulher completa”. Após reconstruir sua mama, há dois anos, ela encontrou na micropigmentação paramédica o resultado final para a estética mamaria. 

Fazem sete meses que Sheila, através da técnica, reconstruiu esteticamente a aréola e mamilo.

A responsável pelo trabalho foi a micropigmentadora Rosana Abreu. Há um ano atendendo pacientes oncológicos, através do projeto Transformando Vidas, ela faz um trabalho voluntariado de reconstrução de aréola, mamilo e sobrancelha.

Foram quase 50 mulheres atendidas até o momento. “Todas as pessoas já vêm indicada de um outro projeto. Eu sempre tive o desejo de fazer esse tipo de atendimento, mas quando descobrir de fato que podia ajudar essas mulheres, entendi a minha vocação”, explicou.

O “Transformando Vidas” era um sonho antigo. “Uma vez eu vi uma reportagem na televisão sobre isso, e depois quando eu fui realizar uma certificação internacional em um hotel no Nordeste, tinham os mais variados cursos para a área de micropigmentação e um dos primeiros que fiz foi esse. Sabia que ali eu tinha um propósito de vida”, relatou.

Rosana destaca que muitas mulheres ficam com lágrimas nos olhos ao ver o resultado, e muitas chegam a chorar. O corpo vem tão machucado do tratamento oncológico, muitas estão com a pele fina e com o psicológico bem abalado, mas fazer com que elas se sintam melhores através da micropigmentação, é a missão da profissional. 


PROCEDIMENTO 

A micropigmentação paramédica é responsável por desenhar esteticamente aréola e mamilo (bicos dos seios) com técnicas bem realistas. Para que a reconstrução estética fique mais natural, o material usado para o procedimento é diferente dos usados em tatuagem, com agulhas apropriadas e menos invasivo. Além disso, os pigmentos, semelhante aos da cor da pele, são depositados sem muita profundidade, no início da derme, para garantir bons resultados. 

Aréola reconstruída com micropigmentação paramédica
Aréola reconstruída com micropigmentação paramédica Acervo Pessoal
 

Paciente com aréola esquerda reconstruída
Paciente com aréola esquerda reconstruída Acervo Pessoal
 

“A micropigmentação na área vai muito além de valor estético, ela devolve a qualidade de vida e a autoestima da paciente, se torna fundamental para que a mulher volte a viver de forma mais normal possível. Eu falo isso, porque ao fim do procedimento os olhos de muitas mulheres se enchem de lágrimas e ouço muitas palavras de gratidão”, revela Rosana. 

DADOS

O câncer de mama é o que mais atinge as mulheres. Em 2020, no Brasil, foram 66.280 mil casos registrados até maio, de acordo o Instituto Nacional De Câncer (Inca), do Ministério da Saúde.

No Pará a estimativa do Inca, é que sejam mais de 780 novos casos de câncer de mama. Só na capital seriam 320 novos casos.

De acordo com a Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa), até agosto informa já foram 184 casos registrados no Estado. Além de hospitais particulares, o tratamento é realizado na Rede Assistencial de Alta Complexidade em Oncologia do Estado do Pará que é composta por cinco estabelecimentos, sendo eles o Centro de Assistência Alta Complexidade em Oncologia - CACON do Hospital Ophir Loyola; Unidades de Assistência de Alta Complexidade em Oncologia, o UNACON: Hospital Oncológico Infantil Octávio Lobo, Hospital Universitário João de Barros Barreto, Hospital Regional do Baixo Amazonas e o Hospital Regional de Tucuruí. 

TRATAMENTO

Por ser tratado de forma bem invasiva, muitas mulheres sofrem com os efeitos que o tratamento do câncer causa, além dos estéticos como perda de cabelo, alterações da pele e unhas, como pele seca e cor, perda de peso, alteração de humor e libido, o psicológico fica bastante abalado. Não é fácil lidar com tantas transformações e luta pelo restabelecimento da saúde.

“O prejuízo emocional para pacientes quando descobrem o diagnóstico varia de acordo com a faixa etária dela. Em decorrência das conquistas que essa mulher ainda quer realizar na vida. É importante que a mulher tenha desde um primeiro momento um acompanhamento psicológico”, explicou Suellen Saraiva, psicóloga da Hapvida.

Suellen Saraiva, psicóloga da Hapvida
Suellen Saraiva, psicóloga da Hapvida Divulgação
 

“É importante que desde o primeiro momento a mulher tenha um acompanhamento psicológico. Quando recebe o diagnóstico é normal que tenha um quadro de tristeza, de angústia, por isso a necessidade de um suporte terapêutico. No entanto, algumas mulheres negam esse diagnóstico e aí a gente tem uma patologia. Precisa de um olhar mais cuidadoso, mais criterioso do psicólogo”, acrescentou.

Com o fim do tratamento se aceitar com o novo corpo e as sequelas estéticas, emocionais e internas certamente é um desafio para muitas mulheres. O padrão de beleza que nos é imposto, que lutamos diariamente para desmistificar, ficam mais em destaque quando estamos longe dele, e principalmente quando estamos abaladas psicologicamente.

“É a aceitação e adaptação de um novo corpo, esse processo precisa ser trabalhado dentro do processo psicoterapêutico. É necessário envolver a família, seu companheiro, seu cônjuge... Se a paciente tiver possibilidade de obter tratamentos que ajudem na sua reconstrução estética, isso pode ajudar a melhorar a melhorar a autoestima. O padrão de vaidade, o de beleza e a autoestima, está diretamente relacionada a aceitação e a adaptação do seu novo corpo”, finalizou a psicóloga. 

ATENÇÃO

Faça o autoexame de mama com frequência, ele consegue identificar estágios iniciais do câncer de mamas. Muito importante.

A Dra. Clara Onuma, ginecologista e obstetra do Hapvida, destaca a importância de autoconhecimento. “O recomendado sempre é se conhecer, conhecer seu corpo e sua mama. Não é necessário realizar um exame sistemático e seguindo um passo a passo. O mais importante é se conhecer e estar atenta ao seu corpo”, explicou.

A cada mudança no corpo que a mulher percebe, liga o alerta e procura um médico. “O auto-exame não substitui a consulta ginecológica de rotina, nem os exames periódicos. A somatória de tudo isso, aliado ao fato da mulher conhecer o próprio corpo, fazem uma boa estratégia de prevenção do Câncer de Mama”, acrescentou.

O auto-exame tradicional é realizado em frente ao espelho, em pé e depois deitada. Mulheres maiores de 20 anos já podem realizar.

Siga as seguintes instruções para o autoexame:

 

Site Hapvida
 

 DOL DELAS COM ROSANA ABREU 

Rosana trabalha como micropigmentadora há 4 anos. Há cerca de um ela atende pacientes que passaram pelo tratamento de câncer.
Rosana trabalha como micropigmentadora há 4 anos. Há cerca de um ela atende pacientes que passaram pelo tratamento de câncer. Gabriel Caldas
 

A micropigmentadora está no mercado há 4 anos. Trabalhando com lábios, sobrancelhas em seu próprio espaço, ela soma dezenas de certificações Nacionais e Internacionais. Além desse trabalho, ela ainda ministra cursos sobre micropigmentação.

Com a responsabilidade de realçar os traços de cada mulher, elevando sua autoestima, Rosana busca que as mulheres se sentem cada vez mais com que elas se sintam bonitas ao se vêem no espelho pois é seu reflexo.

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