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Fotógrafo registra expedição pelo Vale do Guaporé

segunda-feira, 19/08/2013, 07:39 - Atualizado em 19/08/2013, 07:42 - Autor:


A dislexia salvou Hubert Hayaud, 41 anos. A sentença é simplista e redutora, mas foi o ‘distúrbio’ que aproximou esse franco-canadense da fotografia. “Quando criança ia sempre muito mal nas escolas e descobriram que eu era disléxico. Não me saía bem na escrita, mas compensava na atenção visual e na curiosidade”, lembra. Aos dez anos sentiu o chamado da fotografia e começou a arriscar as primeiras fotos, tendo a família como tema inicial.


Como não era amigo das letras e passou a ser íntimo das imagens, Hubert foi cursar cinema. Atualmente, ganha a vida como editor de documentários. No entanto, é na fotografia que realiza os projetos pessoais. Acompanhar o Festival de Artes Integradas-Festcineamazonia Itinerante tem sido um desses projetos. É Hubert quem registra em imagens a expedição do festival pelo Vale do Guaporé, em Rondônia e que faz fronteira com a Bolívia.


“Tem sido um desafio enriquecedor”, diz ele. Hubert prefere sempre fotografar pessoas a paisagens. “Gosto de vê-las no ambiente natural delas, da maneira que vivem”, explica. E o que tem visto explode em cores. “Não tem como fazer em preto e branco aqui nessa parte da Amazônia”.


As imagens resultantes da programação do Festcineamazonia estão como a missão a ser executada, mas o que encontra ao redor tem inspirado o fotógrafo. Crianças brincando nos rios, gente que passa de bicicleta, pessoas nas feiras, nas ruas. Mas sempre gente.


Hubert praticamente não usa o ‘zoom’. Segue a máxima de Robert Capa. Se a fotografia não ficou boa é porque não se está perto o suficiente. É dessa proximidade que Hubert mais gosta.


“Fotografia para mim é algo muito pessoal. É o que permite registrar minha passagem e meu ponto de vista nessa pequena vida. A fotografia faz o testemunho individual a outras individualidades a respeito desse mundo”.


Não é um testemunho neutro. Impossível ser, segundo Hubert. Em cada lugar ele acredita haver uma imersão profunda. “Depois vou olhar com mais cuidado. O que sinto é que cada viagem te modifica um pouco. Ainda não sei o que serei depois dessa imersão na itinerância”. 


(Diário do Pará)

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