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Programação celebra o Dia Mundial da Fotografia

segunda-feira, 19/08/2013, 07:33 - Atualizado em 19/08/2013, 07:34 - Autor:


As imagens que compõem o livro “Rota: Raiz”, do fotógrafo mineiro Pedro David de Oliveira Castello Branco, 36 anos, são resultado de uma constante busca pela reprodução de imagens que transitam entre a memória e a fantasia. Fragmentos particulares arquivados, ou criados, na mente do próprio artista. Na incursão, um cenário se destaca: o sertão mineiro, que emerge nas páginas do livro como um espaço contemporâneo, dono de seu tempo.


Pedro David participa hoje à noite, às 17 horas, em Belém, da programação organizada pelo Instituto de Artes do Pará (IAP) e Associação Fotoativa alusiva ao Dia Mundial da Fotografia. Na ocasião, além de lançar o livro, ele participa do Café fotográfico com o título “Fotografia de Busca”, um diálogo sobre linguagem fotográfica, obras e a carreira. “Estive em Belém ainda criança com o meu pai, tinha algumas lembranças da cidade na cabeça. Conheço e admiro o trabalho de muitos fotógrafos daqui”, conta o artista.


Relação com a memória


Cerca de 70 fotografias em cores estão dispostas ao longo de 128 páginas e alguns desenhos e reproduções de objetos misteriosos. A obra contou com a edição rigorosa do professor e curador de fotografia Rui Cezar dos Santos. Formado em jornalismo pela PUC-Minas em 2002, Pedro David tem pós-graduação em artes plásticas e contemporaneidade na Escola Guignard da Universidade do Estado de Minas Gerais. Publicou em 2008, pela editora Cosac Naify, o livro “Paisagem Submersa”, e em 2012 “O Jardim”.


O sertão mineiro, encontrado pelo fotógrafo, já não era o mesmo. Havia mudanças profundas ali, e Pedro se apropriou dessas transformações na tentativa de resgatar a coleção de sonhos que nutria ainda na infância, quando circulava pela região na companhia dos pais. “Fui crescendo sendo estimulado por essa vida do interior e percebi mais tarde, quando me tornei fotógrafo, que até essa escolha é reflexo disso, de poder capturar essas imagens”,avalia.


Entre os alvos de admiração, estão artistas que produzem fotografia no Pará, como Luiz Braga, Walda Marques, Guy Veloso e Octávio Cardoso. “O pessoal é muito receptivo, alguns convivi, outros são amigos pessoais. Cresci muito com o trabalho deles e sempre que posso acompanho a produção daqui”, conta.


PARA VISITAR


O circuito cultural de exposições da cidade reservou, no mês em que é comemorado o Dia Mundial da Fotografia, importantes espaços às mostras fotográficas. Como a da paraense Luiza Cavalcante. Com o título “Mirada”, a exposição é a primeira individual da carreira da artista e segue até 14 de setembro, na Galeria de Arte do CCBEU. O mote do trabalho é o universo de cinco mulheres: Larisse, Diana, Luciana, Lilith e Yasmin, verdadeiras miríades que se multiplicam em milhares de expressões. 


No trabalho, Luiza projeta um cenário, um argumento, para enfocar cada uma de suas personas. Nesse processo, ela evoca os campos da moda e da publicidade, e evidencia referências do cinema e de aspectos mundanos da cena contemporânea.A exposição “Corte Seco”, de Alberto Bitar, exibida na 30ª Bienal de São Paulo, está aberta para visitação na Sala Gratuliano Bibas, da Casa das Onze Janelas. A série fotográfica aborda a impermanência a partir de cenas de crimes capturadas durante rondas policiais no DIÁRIO, onde atua como editor de fotografia. É “uma mudança brusca no fluxo da imagem”, como define o próprio artista. Corte seco é um termo da linguagem audiovisual usado para definir tipo de passagem na montagem de cinema e vídeo e funciona como uma analogia ao fluxo da vida interrompido abruptamente pela violência diária que ceifa vidas na grande Belém.


Outra que expõe individualmente pela primeira vez é a artista visual Danielle Fonseca. Na mostra “Contraia os olhos: subitamente o ar parece estar mais salgado”, que pode ser visitada gratuitamente até 21 de setembro na Kamara Kó Galeria, ela reuniu fotografias e esculturas recentes. Com a curadoria do filósofo Daniel Lins, o trabalho sofre forte influência da literatura.


Em uma série de três fotografias, Danielle mostra uma caixa de correspondência de cor vermelha, fincada na terra submersa, debaixo das pequenas ondas do mar de água doce e amarronzada na praia do Farol, em Mosqueiro, distrito de Belém. As imagens são inéditas e foram originalmente produzidas para o filme que a artista estava produzindo em 2005. 

Múltiplos olhares, uma só linguagem


Já a mostra “Belém: paisagens em (des)construção”, com curadoria de Shirley Penaforte está em exposição e fica aberta à visitação, até 30 deste mês no Hall do Auditório do ICJ. Trata-se de uma reunião de olhares contemporâneos sobre uma cidade, entrelaçada por outras cidades. Dez poetas visuais buscam nas cenas urbanas fragmentos de tempo, revelam, recriam e ao mesmo tempo silenciam identidades de si e do outro, a partir da inter-relação com o espaço e deixam ver múltiplas concepções de cidade. Compõem a exposição os artistas: Allan Maués; Anita Lima; Bárbara Freire; Bob Menezes; Camila Lima; Joyce Nabiça; Luiza Cavalcante; Rafael Araújo; Simone Machado; e Valério Silveira.


Está montado na varanda do IAP o fotovaral “Imagens em Trânsito”, aberto a visitação até hoje. A exposição reúne fotografias resultantes do trabalho de oficinas da jornada “Pinholeday 2013”, em Belém. Considerada, segundo o próprio instituto, como a cidade com maior participação em todo o mundo no dia do pinhole. A cidade possui grandes expoentes nesta técnica de fotografia artesanal, como Moisés Araújo e Renata Aguiar que ministraram oficina de iniciação à fotografia pinhole através de práticas baseadas no uso e construção de minicâmeras ontem. 


(Diário do Pará)

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