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6º Festival Fabrikaos aquece as turbinas

sábado, 17/08/2013, 11:20 - Atualizado em 17/08/2013, 11:20 - Autor:


Entranhadas nas paredes isoladas acusticamente da casa de número 122, da Rua Aristides Lobo, no centro de Belém, as histórias da cidade se misturam com barulho. Muito barulho musical. À primeira vista, parece mais um casarão antigo, como outro qualquer do bairro do Comércio. Mas foi lá, em 2005, que Jayme Katarro, após uma turnê pelo nordeste com a banda Delinquentes, resolveu abrir as portas para as várias bandas que pipocavam na cidade, mas não tinham um local adequado para ensaiar. 


O barulho, aos poucos, foi amplificando. E ao longo de oito anos, o vocalista dos Delinquentes assistiu um desfile sonoro na poltrona de sua sala. O quase intocável mundo fechado do punk se abriu para novas ideias, novos estilos. Logo, o estúdio se tornou referência e hoje é uma das salas de ensaio há mais tempo na ativa em Belém. Dois anos depois de inaugurado, em 2007, Jayme decidiu liquidificar tudo o que acontecia naquela sala em cima de um palco. Surgia, assim, a primeira edição do Fabrikaos Festival, com a única intenção de servir como uma vitrine. Poucos imaginavam as proporções que o festival ganharia.


NOITE DE ENCONTROS


Mas, resistindo, assistindo o nascimento e o crescimento de diversas bandas, o festival atravessou gerações e se tornou uma data cativa dentro do circuito underground de Belém. Para a edição 2013, são vários os exemplos dessa geração “Fabrikaos”, que não se cansou de buzinar a campainha da casa 122. O Telaviv, com seu metal extremo, marcou sua estreia na 1ª edição, surpreendendo e fazendo jus ao estilo até hoje. O Navalha foi outra debutante, só que em 2010, deixando boquiabertos os presentes com seu metal denso e cantado em português. 


Já os Rennegados foram na raiz. Meio sumidos ultimamente, marcaram por ser a primeira banda a ensaiar no estúdio, com seu “hardcore made in Guamá”. Em contrapartida, a edição desse ano também abre espaço para o novíssimo deathgrind do Methastasy - que conta com o ex-vocalista da emblemática banda de metalcore D.H.D - e o duo punk-core do Bixo Morto (que compensa os poucos integrantes pela agressividade multiplicada de seu som), além do Seven Foot, levantando a bandeira do hardcore melódico, estilo que vem ganhando forças novamente. 


Mantendo a linha dos clássicos, o Fabrikaos também contará com o veterano heavy metal do D.N.A. As doze bandas já estão convocadas para dar uma ideia do barulho que Jayme Katarro ouve todos os dias na sala de casa. Afinal, como uma grande mãe-punk, ela sempre teve espaço para suas crianças fazerem barulho.


(Diário do Pará)

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