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Editora lança edição de luxo de ‘Ao Farol’

quinta-feira, 15/08/2013, 08:04 - Atualizado em 15/08/2013, 08:04 - Autor:


Considerado como um dos principais trabalhos da escritora inglesa Virginia Woolf, “Ao Farol: To The Lighthouse’ apresenta o cotidiano da família Ramsay e de seus amigos em sua casa de veraneio nas ilhas Hébridas, tendo como pano de fundo os acontecimentos e os traumas da Primeira Guerra Mundial. Escrito a partir de inúmeras perspectivas, alternando entre personagens e períodos de tempo com grande elegância poética, o romance não se centra em apenas uma trama, pelo contrário, apresenta um painel verbal sobre cada um dos membros da família, seus amigos e suas viagens à Escócia entre 1910 e 1920, desvendando as recordações de infância de seus personagens e como essas influenciaram suas relações na vida adulta.


O romance, dividido em três partes, apresenta em sua primeira seção a personagem de Mrs. Ramsay, a lente através da qual se organiza a maioria dos pontos-de-vista da história, além de também apresentar seu filho, em cujo desejo de seguir “ao farol” repousa todo o ímpeto narrativo. Na segunda parte, o Farol permanece vazio como um marco narrativo para a passagem do tempo e para a morte de vários personagens. Na terceira e última parte, o restante da família finalmente segue para seu destino e o romance transforma-se em um libelo sobre o amor, a perda e a criatividade.


Publicado em 1927, a obra seria um verdadeiro marco na reconhecida bibliografia da escritora e no desenvolvimento da literatura modernista na Inglaterra. Geralmente apontada como uma de suas mais elegantes realizações, ‘Ao Farol’ recebeu o Prix Femina em 1928 e propiciou à escritora o reconhecimento em vida como uma das mais importantes escritoras inglesas de sua geração. A obra não foi somente um sucesso de crítica, mas também um sucesso de vendas atingindo um amplo espectro de todas as classes sociais. Desde o suicídio de Woolf em 1941, ‘Ao farol’ tem crescido em importância como um discurso preciso contra os temas do imperialismo, da luta de classes e do reconhecimento do papel da mulher.


Uma das grandes inovações da literatura modernista é a técnica de fluxo de consciência, em que o escritor tenta capturar um fluxo de características ininterruptas através dos pensamentos dos personagens. Nesta obra, Virginia Woolf se vale constantemente desta técnica, adotando-a como o estilo predominante desde o início da trama, desvelando a ação através dos pensamentos e dos sentimentos de cada um dos personagens. 


(Diário do Pará)

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