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Exposição registra o cotidiano de ilhas no Marajó

segunda-feira, 12/08/2013, 08:02 - Atualizado em 12/08/2013, 08:02 - Autor:


Os traços, rostos e silhuetas das gravuras na madeira captam o olhar da artista Glauce Santos sobre homem e a paisagem marajoara. Retratam a experiência de quase três anos de Glauce em viagens pelas diversas ilhas e vilas do arquipélago do Marajó. Expostas na Galeria Theodoro Braga, as gravuras integram a mostra ‘Meu diário de imagens marajoaras’, contemplada no edital 2013 da Galeria. O trabalho pode ser visitado pelo público até o dia 31 deste mês. A entrada é franca.


Os registros xilográficos do cotidiano marajoara impressos na obra de Glauce são baseados em experiências contemplativas, observações, sentimentos, atitudes e interações com a ilha do Marajó. “Com a gravura aprendi a materializar minhas visões do mundo, a essência das pessoas, da natureza, dos objetos, a paisagem, seja ela qual for”, diz Glauce, que percebeu na vida simples do arquipélago uma estética cheia de potencial.


“Meu diário de imagens marajoaras” é formada por 15 xilogravuras feitas pela artista, após o retorno da viagem. Natural de Belém, Glauce morou em diversas ilhas do arquipélago, durante os anos de 2008 a 2010, ministrando aulas de artes para estudantes do ensino fundamental no município de Chaves e em diversas vilas ribeirinhas como Aruá, Arapixi e Mexiana.


Da estada na maior ilha fluvio-marítima do mundo, Glauce Santos colecionou tanto experiências artísticas quanto pedagógicas. “Eu sempre procuro dar o melhor no meu trabalho como professora. Sempre tentei preparar a melhor aula. Como educadora e artista, preciso passar a ideia de que eles [jovens e crianças ribeirinhas] podem mudar a realidade em que vivem, eles podem ser a diferença na comunidade e fora dali também. A arte oferece outra visão do mundo”, completa.


No campo artístico, o que mais marcou visualmente a passagem de Glauce pela ilha foram as expressões dos ribeirinhos, que se transformaram nos retratos xilográficos da exposição. “A expressão facial foi o que mais eu retratei no meu trabalho. A mistura de raças é marcante e é o que mais eu observava. A expressão deles é algo diferente. Pelos rostos, você vê que são pessoas simples, que batalham muito para conseguir uma vida melhor”, comenta Glauce.


GRAVURAS


A aprovação de “Diários marajoaras” no Edital da Galeria Theodoro Braga ocorre no ano em que a artista completa uma década de carreira, sendo a maior parte dela dedicada às gravuras. Coincidentemente, a primeira exposição de Glauce Santos, chamada “Visões”, foi realizada na Galeria Theodoro Braga há exatamente uma década, com o coletivo A9, formado por estudantes da Universidade Federal do Pará.


Após diversas exposições coletivas, a primeira mostra individual de Glauce foi “Silhuetas Xilográficas”, em 2006, na Galeria Graça Landeira. Atualmente, a artista também está com a exposição “Diários Gráficos”, feita em homenagem aos 10 anos de carreira e está à mostra na Galeria Gotazkaen (Rua Ó de Almeida, 755). 


(Diário do Pará)

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