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Candidatos seguem para a final do Festival

domingo, 11/08/2013, 09:24 - Atualizado em 11/08/2013, 10:26 - Autor:


Ao 22 anos, a cantora Nanna Reis sente-se em casa no palco do V Festival de Música Popular Paraense. Na noite da última quinta-feira, 8, ela defendeu a canção “Fogo de Palha”, de autoria própria, durante a primeira eliminatória do evento em Belém e foi classificada para a grande final ao lado de nomes como Marcelo Sirotheau, Clodoaldo Ferreira e Ziza Padilha, para citar alguns.


Esta a primeira vez que ela participa do evento cantando uma composição própria. Mas o nome da bela já circula entre os vencedores no histórico do evento. Nanna levou o grande prêmio como melhor intérprete no ano passado e de quebra ainda faturou o primeiro lugar para a canção “Iluminada”, de autoria do maestro Tynnoko Costa. “É um grande momento estar aqui cantando minha música. Vou lançar um CD, com o Projeto Charmoso e participar do festival é uma forma de mostrar parte desse trabalho”, explicou a moça pouco antes de cantar a música “Fogo de palha”, um merengue com pegada eletrônica. Ela nem sabia, mas aquela seria mais uma noite de vitória. 


O Festival de Música Popular Paraense é uma realização do grupo RBA, em parceria com Vale e organização de Edgar Augusto Proença e Marco Eventos. “A qualidade aumenta é se torna cada vez mais difícil para os jurados definirem o grande vencedor. Nós da organização assumimos o compromisso de realizar um grande show e para isso agregamos uma pluralidade de gêneros que com certeza vai fazer deste festival um verdadeiro espetáculo”, argumenta Edgar Proença.


As cinco finalistas que ainda vão aguardar a próxima eliminatória, para que só então seja definida a grande final, são a canção “Quase”, composta por Marcelo Sirotheau e interpretada por Patricia de Oliveira; “Ao clarão da lua”, de Clodoaldo Ferreira, cantada por Paulo Madona; “Fogo de Palha”, voz e composição de Nanna Reis; “Um e Outro”, na voz de Olivar Barreto, composição de Ziza Padilha e Dudu Neves; e “Desmedida”, de Patrícia Rabelo e Márcio Farias, defendida por Patrícia Rabelo.


Eles se unem aos dois candidatos escolhidos durante a eliminatória realizada no início do mês em Marabá, no palco montado na orla da cidade, onde se apresentaram artistas de vários gêneros, como sertanejo, samba, xote, carimbó e rock. Aclamados pelo júri durante uma apresentação para mais de três mil pessoas, os selecionados foram Jaivânia Sousa, com a canção “Brasileiros”, uma toada que fala do espírito lutador do brasileiro, em uma referência às ondas de protestos que varreram o Brasil recentemente; e Clauber dos Santos Martins, que defendeu o xote “Fornalha”, letra que critica a realidade atual do país.


SINTONIA


Ziza Padilha aproveitou a cumplicidade e parceria de longa data com o amigo Dudu Neves para inscrever uma canção que nasceu há três anos. A música “Um e outro” nasceu primeiro como arranjo e em seguida a dupla foi trabalhando a letra. “É um processo de amadurecimento necessário para garantir uma harmonia entre letra e musicalidade. Ela já foi gravada por Joba Barreto, mas para o festival convidamos o Olivar Barreto, indicação da Dayse da Addário, cantora que entende a sensibilidade da apresentação em eventos como este e achou que ele iria proporcionar uma interpretação emocionante”, contou Ziza.


Desta vez, o Festival de Musica Popular Paraense vai distribuir prêmios para os três primeiros colocados no valor de R$ 15 mil, R$ 9 mil e R$ 6 mil, respectivamente, e também para o melhor arranjo e outro para o melhor interprete, no valor de R$ 2.500,00 para cada um. As doze melhores músicas apontadas pelos jurados serão gravadas e inseridas em um CD e DVD que será produzido pela coordenação do evento. 


Uma vitória e a porta aberta para o samba


O festival representa um salto na carreira do vencedor e, de certa forma, dos demais participantes. Pelo menos é nisso que acredita o sambista Arthur Espíndola, 28 anos, grande vencedor da edição do ano passado do Festival de Música Popular Pareanse com a canção “Tô Fora de Moda”. A vitória abriu portas para o novo trabalho no universo dos bambas, garantiu canções tocadas nas rádios da cidade e temporadas de shows em casas de eventos de Belém.


Arthur é parte do grupo de artistas que desde cedo descobriram interesse pela música. A mãe se dedica ao canto em coral e a musicalidade aflorou na vida do cantor quando ainda era um menino. Aos 12 anos já frenquentava o Conservatório Carlos Gomes, onde assistia aulas de percussão. “Muita coisa mudou pra melhor, o festival foi o ponto de partida da divulgação do meu novo trabalho relacionado ao samba. Muita gente passou a me conhecer. Isso foi maravilhoso”, conta o cantor.


(Diário do Pará)

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