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Primeiros finalistas de festival são escolhidos

sexta-feira, 09/08/2013, 07:55 - Atualizado em 09/08/2013, 07:55 - Autor:


A pluralidade de gêneros musicais deu o tom à primeira eliminatória em Belém do V Festival de Música Popular Paraense realizado na noite de ontem na Fazenda Show. Diante de um público vibrante e torcidas inquietas, doze canções foram apresentadas e disputaram as cinco vagas desta etapa. A produção e a estrutura de qualidade fizeram do show um verdadeiro espetáculo de luz e som.


A cantora Nanna Reis, 22, chegou cedo ao local. A organização dava os últimos retoques enquanto ela permanecia serena, sentada no camarote preparado para os artistas. “Estou tranquila, aguardando a hora de mostrar esse trabalho que é tão especial. Fiquei emocionada de ter sido selecionada para me apresentar, já que é a primeira vez que subo neste palco para cantar uma canção de minha autoria”, explicou a vencedora da segunda edição do festival, quando defendeu canção do maestro Tynnoko Costa. Neste ano ela aposta na música “Fogo de palha”, um merengue com pegada eletrônica, para levar o grande prêmio. Ao subir ao palco, Nanna se transforma. 


O cantor e compositor Moisés Silva quando põe sob a cabeça o chapéu branco assume outra identidade, a de Jaiminho Btúver. Foi com esta alcunha que ele cantou o carimbó “Um genro bão”.


“É uma sátira, uma grande gozação com a relação entre genro e sogra utilizando nosso linguajar. A música carrega muito dos nossos costumes, das nossas coisas”, justifica. Ele afirma que já é um vitorioso só por ter sido selecionado para o show e que a canção dele é puro entretenimento.


A plateia esteve repleta de nomes da cena musical paraense, como as cantoras Gigi Furtado e Dayse Adário. A última foi prestigiar o marido, o compositor e instrumentista Ziza Padilha. 


O artista, além de tocar violão durante a apresentação de Patrícia Oliveira, intérprete da canção “Quase,”, composta por Marcelo Sirotheau, também estava competindo como compositor, em parceria com Dudu Neves, com a música “Um e outro”, na voz de Olivar Barreto.


O sorriso no rosto estampava a felicidade da jovem Juliana Franco, 17, em participar de um festival com grandes artistas. Em início de carreira, mas já com uma voz apurada e um timbre particular, ela garantiu aplausos do público ao entoar a canção “Segredo”, de Jesus Santos. 


“Estou lisonjeada de ter sido chamada para esta etapa. Tem tantos grandes artistas aqui e quero dar continuidade à carreira e esse festival é uma porta importante”, conta Juliana, que já acumula o título de vencedora do Festival da Canção de Ourém e do Festival da Nova Geração do Samba.


Satisfeito com o nível das músicas apresentadas, o diretor geral da RBA, Camilo Centeno, destacou a vocação que o festival tem adquirido ao longo das edições quanto à descobertade talentos. “O festival é do Pará, queremos buscar em todo o estado talentos que possam abrilhantar nossa cultura. É um compromisso do festival dar esse destaque”, comentou. 


Segundo Paulo Ivan Campos, gerente de relações com a comunidade da Vale, o evento é um momento de valorizar a cultura local. 


“Eventos como este com certeza propiciam descobertas, por isso estamos apoiando desde o início, isso é dar espaço para que artistas apresentem seus trabalhos”, completou.


(Diário do Pará)

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