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UFPA debate discurso e mídia na Amazônia

quarta-feira, 07/08/2013, 07:26 - Atualizado em 07/08/2013, 07:43 - Autor:


Um dos maiores pesquisadores do campo da imagem, o belga Philippe Dubois, da universidade de Paris III - Sorbonne Nouvelle, é o grande destaque do II Encontro de Análise do Discurso na Amazônia e do I Colóquio Internacional de Discurso e Mídia na Amazônia, ambos promovidos pela Universidade Federal do Pará (UFPA).


O professor ministra a conferência de abertura do evento, intitulada “Questões sobre a ‘pós-fotografia’ nas imagens contemporâneas de arte”, que ocorre hoje no campus Guamá da UFPA. Autor de livros como “Cinema, Vídeo, Godard” e “O Ato Fotográfico e Outros Ensaios”, a palestra irá tocar em alguns pontos de sua pesquisa que abarca as relações do cinema com a arte contemporânea. Com o tema “Apropriações e Regimes de Visualidade”, a programação, que segue até a próxima sexta-feira (9), ainda traz nomes como Lúcia Leão, professora da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, pós doutora em Artes pela Unicamp; o professor doutor Nilton Milaneze, coordenador do Laboratório de Estudos do Discurso e do Corpo – Labedisco, da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB); o jornalista Antonio Fausto Neto, pós doutor em comunicação e professor titular da Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos); e Maria do Rosário Gregolin, professora na Universidade Estadual Paulista, Unesp/Araraquara.


A importância das vozes dissonantes 


“Somos bombardeados por informação o tempo todo: jornais, televisão, cinema, revistas, internet. Entretanto, encontramos cada vez menos tempo de digerir esse conteúdo. O encontro vem justamente oferecer um certo alento ao mal estar produzido pela sociedade midiatizada: estamos propondo uma reflexão sobre os discursos que são produzidos e postos em circulação para o público”, afirma Ivania Neves, coordenadora dos eventos e professora da UFPA.


Ela explica que primeira edição do Encontro, apesar de se resumir a pesquisadores da região, teve o mérito de reunir grupos de pesquisas que trabalhassem com os estudos do discurso na região amazônica. Este ano, o evento conta com aproximadamente 200 trabalhos de pesquisadores nacionais e internacionais inscritos. O encontro abrirá inscrições também para ouvintes, inclusive para alunos de graduação.


De acordo com a professora, a programação ganha outra dimensão frente às recentes manifestações que tomaram as ruas do país nos últimos dois meses. “Fazia tempo que não se discutia tanto o papel da mídia na sociedade. O que se vê nas redes sociais é cada vez mais as pessoas buscarem novas vozes, questionarem os discursos que se propõem hegemônicos”, avalia.Esse será o tema da palestra de Maria do Rosário Gregolin, “Como se fosse a primavera e eu sorrindo: Foucault, mídia e discurso”. A livre docente em linguística e especialista em análise de discurso discute o papel das novas mídias nas manifestações no Brasil.


“O que chamamos de crise no jornalismo nada mais é do que o embate entre a mídia tradicional e as novas tecnologias. Estão sendo criados novos centros de poder, novas linguagens, e o público assume um papel central nesse processo. Uma imagem emblemática do momento foi o cartaz que dizia ‘Saímos do Facebook’. A frase de efeito é ‘Vem pra rua’”, define Gregolin.


Exposição


Como parte da programação, também estreia hoje a exposição fotográfica “Belém: paisagem em (D)esconstrução”. Organizada pela fotógrafa Shirley Penaforte, o evento reúne o trabalho de dez artistas, entre eles Bob Menezes, Allan Maués, Anita Lima, Camila Lima e Barbara Freire.


Segundo a curadora, o mote da mostra é retratar Belém, sob diversos prismas. “Como é um encontro que fala das diferentes relações entre discurso e mídia, a fotografia se encaixa muito bem nessa tentativa de tentar dar significados à realidade, mas não necessariamente definí-la. Nas fotos você reconhece Belém logo de cara: tem o Círio, o Mercado do Ver-o-Peso, a Feira do Barreiro. Mas cada uma carrega o estilo e ponto de vista daquele artista, uma é preto e branco, outra pinhole, digital, analógico. Uma é no meio do asfalto da cidade, outra da floresta. Daí as desconstruções do título”, conclui. 


PARTICIPE 


O II Encontro de Análise do Discurso na Amazônia e I Colóquio Internacional de Discurso e Mídia na Amazônia começam hoje, no auditório Instituto de Ciências Jurídicas, localizado no Campus Guamá da UFPA, em Belém. 


(Diário do Pará)

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