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Schivasappa deve reabrir em agosto

segunda-feira, 29/07/2013, 07:43 - Atualizado em 29/07/2013, 07:46 - Autor:


“Por que abrir o teatro Margarida Schivasappa ainda em reforma para a realização da Mostra Terruá enquanto outros artistas não podem utilizá-lo?”. Este é um dos principais questionamentos feitos pelo grupo autointitulado “Movimento Chega!”, que reivindica políticas públicas culturais mais eficazes para o Estado. Há um ano em obras, o teatro da Fundação Cultural do Pará Tancredo Neves (FCPTN), deve ser entregue ainda em agosto, segundo a Secretaria de Estado de Obras Públicas (Seop).


De acordo com a Secretaria de Obras, o projeto de reforma foi orçado em cerca de dois milhões e meio de reais, dos quais aproximadamente um milhão é para aquisição de equipamentos. A previsão da Seop é de que até o final do mês de agosto deste ano a obra no Margarida Schivasappa esteja concluída. Em nota, a assessoria informou que os equipamentos (iluminação e cenotecnia) são importados e demandam um tempo para chegarem ao Pará.


Nilson Chaves, presidente da Fundação Tancredo Neves, garante que o motivo para a abertura do teatro para receber a Mostra Terruá se dá pela estrutura oferecida pelo Estado. “O governo está alugando toda a estrutura de som e iluminação, pois o teatro está em condições de uso, mas não podemos disponibilizar os equipamentos em virtude da reforma. Estamos cedendo o espaço. Não há perigo algum para o público e artistas, isso já está claro, então não tínhamos por que não abrir para a mostra. Até a parte da energia está sendo utilizada por um gerador externo”, explica.


Questionado sobre a exceção do fechamento para uso do governo em detrimento de outros artistas, ele afirma que seria inviável disponibilizar o espaço para realização de outras atividades. O custo se tornaria oneroso demais. “Não seria correto de nossa parte abrir o teatro sabendo que o grupo que fosse utilizá-lo teria que gastar muito com a estrutura de som, iluminação e cenário, por exemplo, num momento em que o teatro não está 100%”, argumenta.


O presidente da Fundação garante que a obra está quase concluída, faltando apenas alguns acabamentos no piso e que 80% dos equipamentos já estão prontos para serem instalados. “A previsão é que até o dia 10 de agosto já estaremos funcionando”, diz. O projeto inclui ainda recuperação de áreas da cobertura e realização de tratamento acústico nas áreas de espetáculo, bem como melhorias da parte elétrica, hidráulica e do sistema de ar-condicionado.


Em nota, a fundação informou que os telhados foram recuperados, agora as telhas são de fibrocimento. Foi feita a impermeabilização (com manta asfáltica) e descupinização de efeito prolongado, que permitirá a conservação dos espaços e materiais do teatro. Ampliação do número de lugares, que ganhará mais 50 poltronas para o público, totalizando 535 assentos. Manutenção e a renovação do material de cenotecnia - que inclui maquinário cênico, como polias, cordas, estrutura para caixas de som, cortinas, tapetes, mesa de iluminação e refletores e renovação de equipamentos de som, luz e mobiliários em geral.


Mostra


Ainda de acordo com o material divulgado pela fundação, todo o planejamento para a realização da mostra foi feita em conjunto e com o aval da Secretaria de Estado de Obras e da empresa de engenharia licitada, que mantiveram as obras normalmente apesar do evento às terças-feiras. O cronograma da reforma, segundo a assessoria, prossegue inalterado sem qualquer prejuízo ou atraso devido à Mostra. A fundação também que o evento sempre conta com a presença de agentes do Corpo de Bombeiros para garantir a segurança do público, servidores da Funtelpa, fundação e artistas. A reportagem tentou entrar em contato com o Corpo de Bombeiros para checar o efetivo e a presença de profissionais destacados para acompanharem os shows, mas não conseguiu falar com ninguém.


(Diário do Pará)

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