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Felipe Cordeiro se apresenta na Mostra Terruá Pará

segunda-feira, 29/07/2013, 07:24 - Atualizado em 29/07/2013, 07:36 - Autor:


Foi sob a influência do pai, o produtor e instrumentista Manoel Cordeiro, que Felipe seguiu na carreira musical. O cantor e compositor, que ainda criança estudava piano e bandolim na Escola de Música da Universidade Federal do Pará (UFPA), integra a seleta lista de artistas da última noite da Mostra Terruá Pará de Música. Com álbum novo, ainda sem nome e previsto para ser lançado em meados de outubro, o paraense se apresenta amanhã no teatro Margarida Schivasappa, em Belém, ao lado da banda composta pelo pai (guitarra), Betão Aguiar (baixo), Márcio Teixeira (bateria), Otto Ramos (teclado) e Márcio Jardim (percussão).


Produzido por Cassim e Carlos Eduardo Miranda, o CD tem patrocínio do programa Natura Musical, através da Lei Semear. São 12 faixas - dez inéditas. Gravado no Rio de Janeiro, Belém e em São Paulo, o novo projeto levou cerca de dois meses para ficar pronto. “Costumo dizer que fazemos um pop tropical, pois conseguimos englobar, embarcar, influências como os sons eletrônicos do caribe, a cumbia peruana, a música da periferia paraense, e por aí vai.”, explica.


Se o disco ‘Kitsch Pop Cult’ (2011), produzido por André Abujamra, abriu várias portas ao músico, o novo trabalho promete ser ainda mais promissor. Uma “palhinha” do álbum poderá ser conferida no Terruá Pará. Além da canção mais famosa, ‘Legal e Ilegal’, o repertório do artista na Mostra contará com algumas inéditas. “Na verdade, eu escolhi Belém para iniciar a divulgação das faixas desse novo disco. Por isso que eu vou tocar, no Terruá, cinco músicas novas”, adianta o cantor. 


Na trilha sonora de ‘Serra Pelada’


A gravação de uma música com o ex-titã Arnaldo Antunes também figura entre os projetos paralelos de Felipe. A canção deve ser lançada ainda este ano, junto com os álbuns de ambos. “Nós gravamos juntos, mas vamos lançar duas versões: uma virá nesse novo CD e a outra no álbum dele, que também será lançado em breve”, comenta Felipe.


A música paraense parece estar em alta. Além da notória visibilidade dos trabalhos das cantoras Gaby Amarantos e Lia Sophia, entre outros artistas, Felipe participa da trilha sonora de uma das principais produções do ano, o longa-metragem “Serra Pelada”, de Heitor Dhalia. O filme narra a migração de dois amigos, Juliano (Juliano Cazarré) e Joaquim (Julio Andrade), que decidem, no início da década de 80, tentar a sorte no garimpo paraense. A obra cinematográfica, orçada em R$10 milhões, tem estreia prevista para 18 de outubro. O elenco conta ainda com os atores Matheus Nachtergaele, Wagner Moura e Sophie Charlotte.


A participação de Felipe em festivais viabilizou contatos com produtores de diversas partes do país. Um dos mais célebres convites, como o de integrar a trilha do longa ‘Serra Pelada’, partiu em meio a uma dessas apresentações. “Ele (o diretor Heitor Dahlia) estava fazendo a pré-produção do filme (Serra Pelada) em Belém, quando acompanhou minha apresentação. Foi então, que surgiu o convite para que eu fizesse parte da trilha, que é assinada pelo Antônio Pinto. Trabalhamos cerca de um mês nessa produção”, explica.


PERCURSO


Por ser de uma família de músicos, Felipe recebeu influências de todos os lados e sempre nutriu o intenso desejo de seguir os passos do avô, Raimundo, e dos tios paternos, Evandro, Cordeirinho, Estélio e Raimundo Filho. Bebendo da mesma fonte dos mestres da lambada e inserindo personalidade a cada composição, o artista é apontado como um dos renovadores da música não só paraense, mas brasileira.


Inventivo, as primeiras composições do músico iniciaram ainda na adolescência. O resultado dos primeiros trabalhos pode ser conferido no disco, “Banquete” (2009). “Eu não considero o ‘Banquete’ como meu primeiro álbum, mas sim como um projeto especial. É um disco coletivo, onde eu chamei vários artistas (entre arranjadores e intérpretes) para gravar algumas das minhas composições. Eu não canto neste CD”, explica. 


A carreira acadêmica do artista não foi voltada para a música. Felipe cursou Filosofia, na Universidade Federal do Pará (UFPA). Formado há pouco mais de três anos, o músico pretendia conciliar as duas profissões, mas devido ao ritmo intenso do trabalho, optou pelo meio artístico. Aos 29 anos, dezoito deles dedicados ao aprimoramento da própria musica, o artista dá primeiros passos à tão sonhada carreira internacional. Em recente turnê pela Europa, Felipe participou dos festivais de ‘Be La Sound’, na Alemanha, e ‘Roskilde’, na Dinamarca. “A experiência foi muito proveitosa. Fizemos quatro shows: em Berlim, Bonn e Colônia (Alemanha), e Roskilde (Dinamarca). O público foi muito receptivo e todos elogiaram o nosso trabalho, tanto que vamos voltar ano que vem”, antecipa Cordeiro. 


Atrações marcam despedida de evento


Em sua última noite, a Mostra Terruá Pará se despede depois de quase três meses de programação. Além de Felipe Cordeiro, o palco será ocupado pelos artistas Aíla, Olivar Barreto, Molho Negro, Banda ARK e João Golsalves e os Populares de Igarapé-Miri. 


As apresentações tem início às 20h. Os shows são transmitidos ao vivo pela Rádio e TV Cultura, e pelo site (www.terruapara.com.br/mostraterrua). Os ingressos podem ser retirados na bilheteria do teatro Margarida Schivasappa no dia da apresentação, a partir das 18h. 


PRESTIGIE


Mostra Terruá Pará de Música. Amanhã, às 20h, no Teatro Margarida Schivasappa - Centur (Avenida Gentil Bittencourt, 650 - Nazaré). Entrada Franca, com retirada de ingressos no dia dos shows na bilheteria do teatro (a partir das 18h). Sujeito à lotação.


ORDEM DE APRESENTAÇÃO


Molho Negro (20h); Olivar Barreto (20h25); Aíla (20h50); João Golsalves e os Populares de Igarapé-Miri (21h15); Banda ARK (21h40); Felipe Cordeiro (22h05).


(Diário do Pará)

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