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Filme inspirado em livro será gravado em Belém

sexta-feira, 26/07/2013, 07:21 - Atualizado em 26/07/2013, 18:55 - Autor:


A equipe de filmagens do longa “Órfãos do Eldorado” já está em Belém e de acordo com informações da produtora Matizar, responsável pela adaptação, deve iniciar os trabalhos na próxima semana. Baseada no livro do escritor Milton Hatoum, a trama será ambientada na capital paraense em virtude das características arquitetônicas e culturais do início do século XX ainda mostrarem-se vivas em diversos pontos da cidade. É o que afirma o diretor Guilherme Coelho.


Ele conta que o enredo do livro sofrerá muitas adaptações. “Traições por amor, como diz a escritora e roteirista Maria Camargo. Um filme é apenas um filme, que tem que ter tal duração, que é feito por um grupo de gente, durante um certo período de tempo. Já um livro são muitos filmes, que existem na cabeça do escritor, e que se completam nas cabeças dos leitores”, explica Guilherme.


A ideia de adaptar para a telona a história de amor entre Arminto e Dinaura - uma trama de obsessão e enlouquecimento em plena Amazônia da década 1930, em que o Eldorado é representado pelo comportamento da moça que todos dizem querer morar no fundo do rio, na cidade perdida, a cidade submersa de Eldorado -, surgiu no final de 2008. “Eu estava em Belém tentando escrever uma história baseada na vida do meu avô, que nasceu em Belém e migrou para o Rio em 1941. Uma colaborada da Matizar, Alexandra Maia, que sabia dos temas que eu estava tratando - desterro, desalento -, me falou que o Milton Hatoum acabara de lançar o ‘Órfãos do Eldorado’. Eu li, me apaixonei pelo clima do livro, e pela imaginação e desintegração do personagem”, conta o diretor.


IMERSÃO


Guilherme revela que já conhecia Milton, porém virtualmente, ele o havia consultado via e-mail a respeito do trabalho dos escritores nortistas, já que Hatoum é amazonense. 


“Ele me apresentou a obra do grande Dalcídio Jurandir, em que mergulhei via ‘Belém do Grão-Pará’. Depois, em meio ao roteiro do filme li o ‘Marajó’, também do Dalcídio, que junto com o ‘Quincas Borba’ do Machado de Assis, são os dois grandes livros que me inspiraram para adaptar o Órfãos”, comenta. O retorno a Belém é uma submersão no passado do cineasta. “No momento, [a produção do filme em Belém] significa tudo pra mim. Significa um retorno às minhas raízes, meus avós são de Belém, e um passo incerto para o futuro. Um desafio maravilhoso que já valeu a pena”, aposta. 


Segundo o diretor, o elenco principal já está definido. O ator Daniel de Oliveira será Arminto, Dira Paes vai interpretar Florita, o ator paraense Adriano Barroso será Denísio Cão, Mariana Rios será Dinaura e Henrique da Paz será Estiliano. “Estamos ainda fechando o resto do elenco, que deve vir todo do Pará e do Amazonas”, completa. As filmagens em Belém são momentos especiais para o diretor.


“Será incrível, eu espero que a gente consiga trazer para o filme a personalidade dessa cidade que arrebatou Mário de Andrade, encantou Cildo Meireles e Adriana Varejão, e onde eu e tantos viajantes nos sentimos tão bem. Uma cidade literata, cheia de música, de gente boa de papo, e de grandes caminhadas”, poetiza Guilherme. 


(Diário do Pará)

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