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Cultura

Artistas saem às ruas em novo ato público

quinta-feira, 25/07/2013, 07:44 - Atualizado em 08/08/2013, 22:21 - Autor:


Artistas, técnicos e produtores culturais integrantes do grupo intitulado Movimento Chega! Farão hoje mais um ato público em frente à sede da Secretaria de Estado de Cultura (Secult). A ação foi definida na última terça, em reunião no teatro Cuíra.


O ato, com teor artístico, deve ser realizado às 10h. Os manifestantes não reconhecem o secretário especial de Promoção Social, Alex Fiúza de Mello, como intermediador de diálogo com o Governo do Estado. “Só vamos falar com o governador ou com o próximo secretário de Cultura”, anunciou a produtora cultural Tainah Fagundes, integrante do “Movimento Chega!”.


Foram formadas estratégias para aglutinar ideias. Grupos de trabalho e de produção visam criar agentes mobilizadores, identidade visual e uma secretaria foi aberta. “Qualquer pessoa que queira integrar o movimento pode participar. Abrimos as inscrições na quinta-feira passada, mas continuamos a aceitar colaboradores”, convida Tainah.


Setores de mídia, assessoria de imprensa e gerenciamento de redes sociais integram o movimento que tem como foco o grupo de estudo para elaboração de propostas baseadas em quatro eixos dentro do Sistema Nacional de Cultura. “É a estrutura, o pilar”, enfatiza a produtora. A destinação de verbas à cultura também é pauta do “Movimento Chega!”. O Fundo Amazônia e o Sistema de Crédito e Financiamento da Produção Cultural também foram discutidos. A maior parte das cadeiras vermelhas do Teatro Cuíra estava tomada por artistas e profissionais da área. No palco, Alberdam Lima, representante do Ministério da Cultura (MinC) no Pará e Valcir Santos, encabeçando o Sistema Municipal de Cultura, participaram de debate.


ARTICULAÇÃO


No primeiro ato público dos artistas paraenses, realizado no último dia 16, os manifestantes seguiram do teatro Cuíra até a sede da Secult em cortejo fúnebre. Encontraram as portas fechadas. “Os portões sempre estiveram fechados pra gente. Mas garantimos que vão se abrir pro povo”, disse, na ocasião, o ator Adriano Barroso. Foi ele quem leu a “carta de demissão simbólica” de Paulo Chaves, fantasiado com uma capa e chapéu de mago. 


O documento enumera justificativas para o afastamento do titular da Secult. “Ter permanecido por quase vinte anos à frente da secretaria sem nunca democratizar o acesso à arte e à cultura; jamais ter descido de seu pedestal de arrogância e autoritarismo, o que sempre impediu um diálogo verdadeiro; e realizar sistematicamente uma política irresponsável de eventos dispendiosos e excludentes, que não deixam nada de concreto e ainda por cima relegam outros segmentos ao abandono”. 


(Diário do Pará)

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