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Michele Campos apresenta a perfomance ‘Ritos’

quarta-feira, 24/07/2013, 07:40 - Atualizado em 24/07/2013, 07:40 - Autor:


A performance “Ritos”, dirigida e realizada pela artista paraense Michele Campos, da Cia Madalenas de Teatro, nasceu no Brasil em 2008 e foi recriada na França em 2011, ganhando novos parceiros e novos rituais na cena. O espetáculo será apresentado hoje no teatro Cuíra dentro da programação do 7º Festival Cultura de Verão. A apresentação começa às 19h e tem entrada franca.


A matriz inicial do trabalho foi o livro “Os Tarahumaras”, do escritor de teatro francês Antonin Artaud, onde constam poesias e relatos inspirados nas incursões junto aos Índios Tarahumara do norte do México ao longo do ano de 1936. Em 2008, um trabalho performático de 15 minutos deu o pontapé inicial no que hoje é “Ritos”.


Em 2011, na capital francesa, foi agregado ao projeto novas leituras, com textos e imagens do chileno Alejandro Jodorowski, estudos sobre o tarô, sobre as encantarias da Amazônia, a cultura religiosa Judaica, os rituais do Candomblé e da Umbanda, o corpo revela esses signos em cena, dança crenças atravessado pelos mitos e lendas dos Tembés e outras etnias. A performance tem trilha original, tocada ao vivo, criada pelo compositor Ignácio Baca-Lobera, mexicano e por Marcello Gabbay, musico paraense. Foi apresentado na Cité Internationale Universitaire de Paris, nas casas do México e do Brasil, graças ao prêmio de montagem do Found pour les Initiatives Étudiantes, o FIE/CIUP.


Em 2012, no Pará, o projeto foi recriado, com a participação da iluminadora Patrícia Gondim, dos figurinos de Maurício Franco, cenotecnia de Oriana Bitar, a fotografia de Marise Maues e uma variedade de novos olhares.


“Ritos” brinca com o encanto da cosmologia e da razão encrustados no interior da Amazônia, mas também passeia e navega pelos códigos diversos que permeiam os rituais como um todo, chegando inclusive a sugerir uma encantaria do contemporâneo, um olhar sobre o potencial da magia, um encontro entre Brasil e México, entre a cena e a música, o dançar, cantar, batucar, entre o passado e o presente. Um trabalho construído através de uma rica pesquisa estética, onde o corpo da performer é um templo, é o tempo que se metamorfoseia em cena. 


(Diário do Pará)

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