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Programa de Artes Visuais ministra curso no IAP

segunda-feira, 22/07/2013, 07:55 - Atualizado em 22/07/2013, 08:06 - Autor:


A Semana de Arte Moderna de 1922 transformou de forma decisiva o fazer artístico no Brasil. A partir de Tarsila do Amaral e Oswald de Andrade, que mais se destacaram nesse período, muitas obras e artistas surgiram contribuindo para o fortalecimento e o protagonismo da arte produzida no país. E é com esse recorte de tempo, que vai do modernismo até o período atual, que o programa Rumos de Artes Visuais do Itaú Cultural oferece o curso de História da Arte, nos dias 8, 9 e 10 de agosto em Belém, das 9h às 17h. Voltado para artistas, produtores, alunos de Artes Visuais e demais interessados no tema, o curso será realizado no Instituto de Artes do Pará (IAP) e ainda está com inscrições abertas e gratuitas, com ficha de inscrição disponível no site do IAP. 


“A proposta não é simplesmente apresentar um conteúdo só de informação. A escolha dos ministrantes é justamente para propiciar uma oportunidade de ter um diálogo com pessoas que são atuantes no campo da curadoria e da pesquisa em artes visuais, estimulando uma reflexão maior sobre o tema”, explica Sofia Fan, gerente do Núcleo de Artes Visuais do Itaú Cultural. 


Resultado de um processo que começou ainda em 2011 e selecionou mais de 50 artistas de todo o país para participar de exposições e workshops, o curso vai circular por nove cidades brasileiras e é dividido em três módulos que abrangem desde a década de 1920 até a contemporaneidade. O primeiro, no dia 8, será ministrado pelo artista plástico, escritor e pesquisador Milton Machado e abordará a década de 1980 até a atualidade. 


O segundo módulo, no dia 9 de agosto, será com o professor da Escola de Belas Artes da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Felipe Scovino, e irá percorrer as décadas de 1950 e 1970. Já o último módulo, no dia 10, com Paulo Miyada, arquiteto e urbanista, vai destacar os principais movimentos e expressões artísticas entre as décadas de 1920 e 1940.“O recorte temático privilegia a arte brasileira, que é o foco do programa Rumos, mas também serão discutidos aspectos da arte internacional, já que não há fronteiras nessa área e não tem como não considerar o que é produzido fora do Brasil”, justifica Sofia. A arte internacional será incluída, por exemplo, no terceiro módulo do curso que abordará a história da arte europeia, que exerceu forte influência no Brasil. 


Despontando no cenário nacional como um dos polos de arte visual do país, a capital paraense foi escolhida pelos próprios curadores do programa a partir de pesquisas sobre o tema. “A gente busca levar os cursos para cidades que já existe uma produção significativa na área, que já tenha uma referência”, conta Sofia. Ela ainda cita a artista Berna Reale como uma das selecionadas pelo programa e que vive um momento de intensa produção artística. 


Trocas, pesquisas e caráter didático


Direcionado tanto para os que produzem e pesquisam a arte quanto para as pessoas que têm pouco contato com as expressões artísticas visuais, o curso possui uma característica didática. “Esse é um curso pensado como uma introdução a um repertório que, infelizmente, ainda é pouco conhecido no âmbito cultural brasileiro. Conhecer a história da arte é dar ferramentas para o máximo aproveitamento da arte e também para o fortalecimento de uma visão crítica”, analisa Paulo Miyada, ministrante do módulo sobre o período entre a década de 1920 e 1940. 


Formado em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade de São Paulo (USP), Miyada cursa atualmente o mestrado em História e Fundamentos da Arquitetura e Urbanismo e é coordenador de pesquisa e curadoria do Instituto Ohtake. Ao longo da carreira, o arquiteto já trabalhou como assistente de curadoria na 29º Bienal Internacional de São Paulo e como curador nas exposições coletivas “Em Direto” (2011), “É Preciso Confrontar as Imagens Vagas com os Gestos Claros” (2012), “Beuys e bem além – Ensinar como Arte” (2011), “Exposição” (2011), entre outras. 


Paulo Miyada enxerga a História da Arte como um mercado crescente e múltiplo. “Nós temos trabalhado diretamente com universidades e organizações, além de todo o trabalho de educação e preparação de materiais de divulgação da arte que é importante para a formação cultural do indivíduo”. 


Apesar de haver uma grande concentração de profissionais dessa área em cidades como São Paulo e Rio de Janeiro, Miyada tem percebido um crescimento gradativo desse campo em outras cidades brasileiras, de regiões como Norte e Nordeste. “Belém, por exemplo, tem um grande potencial para o desenvolvimento do campo da História da Arte já que existe uma produção artística muito forte”. 


O artista e curador do Salão Xumucuís de Arte Digital, Ramiro Quaresma, é um dos paraenses que estão na expectativa de poder participar do curso no IAP. “A História da Arte é a própria história do mundo, da caverna de Lascaux ao renascimento, na revolução industrial e da era da informação, arte e tecnologia, sempre caminharam juntas e transformaram o mundo como o conhecemos. Todas as revoluções e mudanças foram também estéticas, a arte sempre refletiu o pensamento de uma época. Esse curso vem em um momento importante pra compreendermos essa nosso tempo, onde a arte se confunde com a própria vida. E a missão fundamental do Instituto de Artes do Pará é fomentar essas discussões e proporcionar formação artística de forma democrática e de qualidade”, opina.


Além de Paulo Miyada, Felipe Scovino e Milton Machado também participam do curso de História da Arte. Professor da Escola de Belas Artes da UFRJ, Felipe foi curador das exposições “Décio Vieira: investigações geométricas” (2010), “O lugar da linha” (2010), “Lygia Clark: uma retrospectiva” (2012), entre outras. É um dos curadores do programa Rumos Artes Visuais 2011-13, do Itaú Cultural e é organizador dos livros “Arquivo Contemporâneo” (2009), “Cildo Meireles” (2009) e “Carlos Zilio” (2010). 


Já o artista plástico, escritor e professor Milton Machado é arquiteto formado pela UFRJ, mestre em Planejamento Urbano e PhD em Artes Visuais pelo Goldsmiths College University of London (2000). Machado é ainda professor associado do departamento de História e Teoria da Arte da Escola de Belas Artes da UFRJ. Desde 1970 tem realizado exposições individuais e coletivas no Brasil e no exterior.


PARTICIPE


Inscrições abertas para participar do curso de História da Arte oferecido pelo programa Rumos de Artes Visuais, do Itaú Cultural, com Milton Machado, Felipe Scovino e Paulo Miyada. Dias 8, 9 e 10 de agosto, das 9h às 17h. Inscrições gratuitas com ficha disponível no site do IAP: www.iap.pa.gov.br. Os interessados devem enviar a ficha preenchida para o email: [email protected]


Informações: 4006-2911.


(Diário do Pará)

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