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Literatura de Edyr Proença ganha o mundo

domingo, 21/07/2013, 09:20 - Atualizado em 21/07/2013, 09:34 - Autor:


Os últimos livros de Edyr Proença têm um ritmo frenético. Verdadeiros thrillers regionalistas que abusam do paraensismo, desde o espaço geográfico onde são ambientados até o linguajar próprio de quem mora do lado de cá do país. É só ler “Os Éguas” e “Moscow” para conferir. Estes dois títulos serão lançados na França, o primeiro em outubro, com o título de “Belém”, o segundo apenas no ano que vem, em outubro, no formato e-book. A responsável pela publicação na Europa é a editora Asphalte, o texto será traduzido por Diniz Galhos.


O convite foi feito à editora Boitempo, que distribui os títulos do autor no Brasil. Estes não serão os primeiros livros de Edyr a cruzar o Atlântico rumo ao Velho Mundo. Ele já teve seu livro “Casa de Caba”, lançado na Inglaterra pela editora InFlame Books com o título “Hornets’Nest”. 


Porém, estes serão os primeiros publicados na França, uma satisfação pessoal do autor. “Estou muito feliz. Além da Inglaterra, participei de livros com outros autores, publicados no Peru e no México, mas no caso da França é uma alegria diferente, tendo em vista o número de consumidores de literatura, o ambiente, tudo”, justifica. Em 2009, Edyr teve o conto Maria Cândida incluído na coletânea 90-00: Cuentos Brasileños Contemporâneos, publicada no Peru. 


Edyr acompanhou de perto a tradução do texto, o linguajar paraense precisava ser adaptado para o francês sem que fosse prejudicada a essência. “A Asphalte está me pondo no gênero ‘noir fiction’. Será? Para mim, tudo é novidade. Como das outras vezes, mantive contato por e-mail com os tradutores, tendo em vista algumas expressões muito nossas, aqui do Pará. Uma delas, que agora lembro, foi ‘no gasgo’, utilizada pela garotada que empina papagaios e quer cortar o adversário bem na junção da tala com a linha”, completa Edyr.


Os Éguas é uma história de sexo, drogas, corrupção policial e morte. Em seu centro, um delegado alcoólatra “de mediana inteligência e vastos sofrimentos”. O cenário é Belém do Pará, surpreendentemente violenta e decadente, retratada sem qualquer condescendência. 


Marcas da Violência


O personagem central de ‘Moscow’ é um jovem marginal envolvido num mundo repleto de violência, gangues, sexo, drogas e crime. Ambientado na praia do Mosqueiro, no Pará, o livro retrata personagens extremamente cruéis, verdadeiros, sem culpa e que poderiam ser encontrados não aqui, mas em São Paulo, Rio de Janeiro ou em qualquer outro lugar. A força dramática desses personagens impregna todas as páginas do livro. Em Moscow, Edyr Augusto faz um retrato literário que incomoda e seduz o leitor.


(Diário do Pará)

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