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Som que conecta o Pará e o Maranhão

sábado, 20/07/2013, 09:27 - Atualizado em 20/07/2013, 09:29 - Autor:


Há certas similaridades entre a cultura popular maranhense e a do Pará. Partindo dessa premissa, o grupo Loopcinico desenvolve uma sonoridade que converge harmonias e sons originários de ambos estados com a batida eletrônica. A força rítmica dos batuques que ecoam do álbum homônimo, recém-lançado, traduz o interesse que o grupo tem de reforçar o arranjo sonoro e apresentá-lo como protagonista do disco. A voz e a letra estão em segundo plano.


A trupe passa por Belém em uma curta turnê com início hoje. O primeiro pocket show será no hotel “Portas da Amazônia”, durante a reabertura do restaurante “Le Pizzeria N’Amazônia”, com noite de autógrafos do disco gravado pelo selo paraense Ná Music. “As apresentações em Belém vão contar com os três membros originais do grupo e a participação de alguns convidados. A ideia é apresentar o projeto e mostrar a força da junção musical”, conta o percussionista paraense Luiz Claudio Farias, nascido em Belém, e radicado em São Luís. Aliás, é ele quem conduz esse barco musical.


A temporada na capital paraense continua na segunda-feira, com outro pocket show, dessa vez na Livraria Saraiva, do Shopping Boulevard. Na terça-feira, eles sobem ao palco da Mostra Terruá, no teatro Margarida Schiwasappa. “A nossa proposta é juntar essas duas nações, que outrora foram uma só. Desta vez, embaladas pela força rítmica de seus batuques. As duas terras possuem uma cultura originada dos escravos, índios e caboclos, que se uniu depois com os costumes europeus”, explica Luiz.


Na década de 1990, o percussionista tocava ao lado do cantor Zeca Baleiro. Em São Paulo, começou a se apresentar em casas noturnas da cidade apresentando um trabalho até então inédito. Há cerca de um ano, apresentou a ideia aos amigos Lobo Siribeira, que assumiu os vocais, as letras e a percussão, e Beto Ehongue, responsável pelas programações eletrônicas. 


O nome foi sugestão de Zeca Baleiro. Trata-se de uma alusão ao loop, estratégia de repetição em música eletrônica que pode dar origens a novos sons, e ao trabalho do compositor gaúcho Lupicínio Rodrigues. Luiz conta que Zeca Baleiro apontou o cinismo do trabalho de Lupicínio como uma referência para um projeto de convergência musical e aderiu a palavra “cínico” ao nome do grupo. “Sonoramente lembra o nome dele, mas não temos influência musical nenhuma do artista, é como uma alusão, apenas”, completa Luiz.


ÁLBUM


O trio apresenta o ritmo como estrela principal do álbum. “Tentamos mostrar que é possível equilibrar de forma pulsante a percussão e programações eletrônicas com letras e vocais inspirados na batida de ritmos como o boi de zabumba, carimbó, tambor de mina e o tambor de crioula em músicas como Calma Cara, CurimbóBatá e Maqueô”, argumenta Luiz.


O resultado dessa mistura de sons, batidas e poesia dos dois estados evoca um diálogo entre a musicalidade percussiva maranhense de origem ameríndia, africana e de antigos povos mouros, com a guitarrada e o carimbó paraense. Esse efeito fica claro nas faixas “Curimbóbatá”, que celebra a união entre o tambor de mina e o carimbó. A faixa foi gravada com curimbós e tambores de mina, com a participação de Nazaco Gomes, do Trio Manari.


O CD “Loopcinico” foi gravado recentemente no Studio “Na Music”, produzido por Luiz, Thiago Albuquerque e Luiz Felix Robbato, com Beto Ehongue nas programações e harmonizações e Lobo Siribeira nas composições e voz principal. O trabalho contou ainda com participações especiais de Anna Claudia nos vocais, Nazaco Gomes e Kleber Benigno do Trio Manari. 


PROGRAME-SE


Hoje, às 20h


Pocket Show e noite de autógrafos – Reabertura da “Le Pizzeria N’Amazonia” do Hotel Portas da Amazônia – Rua Dr. Malcher, 15 - Cidade Velha (entrada franca). Participação de Mauro Farias na percussãoDia 22 de julho, segunda-feira, 19hPocket Show – Livraria Saraiva – Boulevard Shopping – Av. Visconde de Souza Franco, 776 Loja 233 Reduto (entrada franca).23 de julho, terça-feira, 20h Mostra Terruá Pará de Música – Teatro Margarida Schiwazzappa – Av. Gentil Bittencourt, 650 Nazaré (ingressos distribuídos às18h no local do evento).


(Diário do Pará)

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