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Obra de Iracema Oliveira reestreia hoje

quinta-feira, 11/07/2013, 07:56 - Atualizado em 11/07/2013, 07:56 - Autor:


Rainha do rádio, guardiã de pássaro junino. Nome representativo da cultura popular. A trajetória e obra de Iracema Oliveira inspiraram o espetáculo teatral ‘Iracema Voa’, concebido pela artista Ester Sá, em 2008, através da Bolsa de Pesquisa, Experimentação e Criação Artística do IAP. A peça retorna aos palcos paraenses hoje no Centro Cultural Sesc Boulevard, sempre às 21h, e fica em cartaz até domingo (14), com entrada franca.


Ester pesquisou e conviveu com Iracema, presenciando sua intensa atividade com a cultura popular. Iracema Oliveira nasceu em 1937; filha do artista Francisco Avelino de Oliveira, iniciou a carreira no Teatro Popular em 1945, nas Pastorinhas. Em 1946, nos Pássaros Juninos. Hoje, com 72 anos, é guardiã do Pássaro Junino Tucano, teatro popular musicado, característico da quadra junina paraense e das Pastorinhas Filhas de Sion (encenação popular da quadra natalina) além de coordenar o Grupo Parafolclórico Frutos do Pará. Com poucos recursos financeiros, tendo apenas a imaginação como ponto de partida e a vontade de não deixar morre r o espetáculo, ela dedica parte da vida a desenvolver e colocar na rua essas expressões da cultura do Estado. 


No espetáculo, a plateia encontra a atriz, diretora teatral e dramaturga Ester Sá numa visita ao passado, à cultura popular e à história em uma busca às raízes culturais e emocionais. A plateia se depara com o rico universo dos pássaros juninosA principal matéria-prima para a construção da produção teatral foi o elo construído entre as duas mulheres-artistas. Fruto do encontro nasce a narrativa oral de Iracema, que se transformou num dos pilares da encenação. A história de vida, da maneira como foi organizada em narrativa por Iracema, ganha o papel de força motriz do espetáculo.


Durante o processo de construção da dramaturgia, Ester se apropriou dessas memórias para transformá-las em cenas. Optou por investigar paralelos entre as atuais práticas do cinema documental e a efêmera arte do teatro, numa confluência de linguagens onde as fronteiras se diluem. A atuação, encenação, pesquisa e dramaturgia são de Ester Sá, com consultorias de Aníbal Pacha e Karine Jansen. Os arranjos musicais são Renato Torres e Banda do Pássaro Tucano. 


(Diário do Pará)

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