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Filme retrata drama de família de camponeses

quarta-feira, 10/07/2013, 07:34 - Atualizado em 10/07/2013, 07:36 - Autor:


A narrativa semidocumental da vida de João Pedro Teixeira, dirigida por Eduardo Coutinho e considerada por muitos críticos o mais importante documentário realizado no Brasil será exibida hoje, no Centro Cultural Sesc Boulevard. A programação, que é uma parceria com a Associação dos Críticos de Cinema do Pará (ACCPA), ocorre às 18h30min e tem entrada franca. A classificação indicativa é de 14 anos.


O projeto de Eduardo Coutinho do início dos anos 60, já entrava no território da lenda, mas sobreviveu à ditadura militar. O filme começou a ser feito em 1964 como uma ficção inspirada num fato real, o assassinato do líder camponês João Pedro Teixeira, presidente da Liga Camponesa de Sapé (PB), morto a mando de latifundiários em 1962.


As filmagens foram interrompidas devido ao golpe militar que baixou sobre o país no mesmo ano. O engenho da Galileia foi cercado por forças policiais, imagens e câmeras foram perdidas, membros da equipe presos ou fugitivos. Porém, uma parte do material filmado milagrosamente se preservou. O diretor só conseguiu recuperar e montar as imagens de “Cabra marcado para morrer” quase vinte anos depois de filmá-las, recolhendo-se depoimentos dos camponeses que trabalharam nas primeiras filmagens e também da viúva de João Pedro, Elisabeth Teixeira, que desde dezembro de 1964 vivera na clandestinidade, separada dos filhos pela repressão. A ficção se mistura então mais uma vez ao documental, pois o tema principal do filme passa a ser a trajetória de cada um dos personagens que, através de lembranças e imagens do passado, evocam o drama da família de camponeses durante os longos anos do regime militar. 


(Diário do Pará)

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