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Bragança: imigrantes ajudaram a construir legado

segunda-feira, 08/07/2013, 08:47 - Atualizado em 08/07/2013, 08:49 - Autor:


A história dos imigrantes que se estabeleceram em Bragança se confunde com a da Pérola do Caeté. Afinal, foi em parceria com os portugueses e espanhóis que os caeteuaras avançaram em seu desenvolvimento. De Portugal, Bragança herdou desde o nome, para homenagear o município homônimo, desde então já existente no Além Mar, assim como Viseu, Ourém, Santarém. Mas o legado dos primeiros colonizadores vai muito mais longe. Foi no final do século 19 até a primeira década do século 20 que, sob o comando de portugueses, os arruamentos do atual centro da cidade foram feitos e as principais construções históricas também: o Mercado Municipal, atualmente fechado para reforma sem andamento, e o palacete Augusto Correa, sede oficial da Prefeitura Municipal, em estilo eclético - interditada pelo Corpo de Bombeiros, dado à falta de conservação - e ainda, o pavilhão Antônio Lemos, belo coreto em alvenaria e ferro, localizado no centro da praça Antônio Pereira. Além dos prédios públicos, há ainda residências e comércios de famílias portuguesas, que proporcionam a Bragança um perfil singular, a exemplo do casario colonial que adorna a orla do Caeté, até hoje, em composição com o rio que banha o município, o principal cartão postal da cidade.


Já os espanhóis deixaram poucas marcas na arquitetura, à exceção do sobrado onde durante mais de um século funcionou a tradicional Casa Madrid. Com seu jardim de inverno central, o lugar assegura com estilo a influência dos europeus mais ‘calientes’ em terras caeteueras. Entretanto, a contribuição para a economia do município foi de enorme relevância. Durante a primeira metade do século XX, quando o beneficiamento da cana de açúcar proporcionou grandes ganhos para Bragança.


A produção na comunidade espanhola, organizada na colônia Benjamin Constant, era tão grandiosa, que até o projeto da Estrada de Ferro de Bragança (EFB) foi expandido por conta do sucesso do investimento. Para garantir o escoamento do açúcar, mel, rapadura e vinagre fabricado no interior, a ferrovia se estendeu em mais 21 Km. Para isso, também foi necessária a construção da ponte do Sapucaia, cuja estrutura daquela época se mantém até hoje. Antes da ferrovia, a produção saía da colônia pelo rio Jejuí, até o Guamá, por onde seguia abastecendo os pontos de venda, ao longo da margem, até que chegasse à capital, final da freguesia. Do povo espanhol, além da história, contida em dezenas de teses acadêmicas, e do impulso econômico que deu ao município, restaram os descendentes dos Castanho, Gardunho, Garcia, Valadares, Gonçalves, Quadros, Risuenho, Felipe, que figuram até hoje como nomes de ruas, praças e escolas.


(Diário do Pará)

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