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O novo apocalipse zumbi

sábado, 06/07/2013, 11:57 - Atualizado em 06/07/2013, 11:57 - Autor:


Não existem dúvidas de que os zumbis são as criaturas mais populares do imaginário popular nos últimos tempos. Os desmortos ocupam a literatura, o cinema, os videogames e seriados de televisão, se tornando uma imagem em comum na mente dos fãs. Entre discussões sobre a origem desses seres (magia, religião ou vírus) e sobre a habilidade de locomoção dos seres putrefatos (correm ou apenas se arrastam), surge Guerra Mundial Z, um filme que busca mostrar o já tão explorado apocalipse zumbi. 


Diferentemente de tantos outros filmes lançados, o longa-metragem estrelado e produzido por Brad Pitt traz uma nova visão sobre o fim do mundo. Baseado no livro homônimo de Max Brooks, filho do grande Mel Brooks, a trama acompanha o personagem Gerry Lane, um ex-agente de infiltração da ONU que se vê obrigado a voltar para o trabalho para tentar descobrir uma cura para a doença que tomou conta do planeta e fez com que humanos começassem a devorar seus semelhantes.


O filme começa a chamar a atenção pela maneira em que os acontecimentos vão se desenrolando. Fugindo do clichê de mostrar o mundo meses após a tomada dos zumbis, Guerra Mundial Z começa no olho do furacão com relatos ao redor do mundo de que uma estranha doença vai se espalhando e a total apatia das autoridades competentes sobre o assunto. Logo em seguida, o ritmo do filme dá um salto de ação que perdura por dois terços do filme. 


A tomada da cidade em que o protagonista e sua família presenciam o estouro dos zumbis é digna de fazer que você aperte os braços da poltrona do cinema e não queira soltar mais. Em uma crescente de agonia e ação, as sequências de fuga e tentativas de se esconder causam taquicardias equivalentes a uma roleta russa com cinco balas no tambor. Toda a sobrevivência se torna mais crível quando somos introduzidos ao passado de Gerry, acostumado a entrar e sair de zonas de guerra no passado, mais uma vez mostrando o potencial do filme de fugir dos clichês de pessoas normais aprendendo a lidar com armas e se tornando mestres da balística e mira.


Engana-se quem pensa que verá um filme de terror como Madrugada dos Mortos ou uma análise das relações humanas como a série de Walking Dead. Guerra Mundial Z é um filme de ação com direito a sustos e muita tensão. Tendo isso em mente, o filme segue por diversas regiões do mundo em busca de soluções para a peste negra dos novos tempos. O modo como cada sociedade respondeu à devastação é algo muito inteligente e bem trabalhado.


A única falha do filme fica por conta da passagem do tempo durante a película. Por manter um ritmo frenético durante seus dois primeiros atos, o filme não dá a noção exata de tempo em que a trama se passa, então o público precisa ter noção de algumas distâncias geográficas ou esperar alguma fala de personagem que deixe claro quanto tempo se passou.


Mas as poucas falhas não se destacam diante da maestria com que o filme é conduzido. Claro que ainda vai gerar muita discussão com fãs de zumbis sobre a origem do contágio, se zumbis correm ou não, mas a verdade é que Guerra Mundial Z cria uma mitologia própria no universo dos seres desmortos e vale o ingresso de cinema para ver esta obra na tela grande.


(Diário do Pará)

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