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Romance retrata vida no interior de Alagoas

quinta-feira, 04/07/2013, 08:13 - Atualizado em 04/07/2013, 08:13 - Autor:


No ano em que se comemoram oito décadas da publicação de Caetés, romance de estreia de Graciliano Ramos, a editora Record lança, em Paraty, uma edição comemorativa de um dos mais marcantes livros do escritor alagoano, autor homenageado da Festa Literária Internacional de Paraty (FLIP) 2013. Organizada por Elizabeth Ramos, professora e neta de Graciliano, e pelo professor e pesquisador da obra do alagoano, Erwin Torralbo, esta edição inclui a capa da primeira tiragem de 1933, no traço inconfundível de Tomás Santa Rosa, ilustrações do consagrado gravurista Poty, artigos de escritores, jornalistas e acadêmicos que se debruçaram sobre a obra do autor, além do texto integral do romance. 


A apresentação de Elizabeth Ramos e o posfácio de Erwin Torralbo, um dos principais pesquisadores da obra do escritor, acrescidos de uma fortuna crítica com ensaios de Valdemar Cavalcanti, Aurélio Buarque de Holanda, José Lins do Rego, Jorge Amado, Edison Carneiro e José Paulo Paes sobre Caetés, enriquecem as reflexões a respeito do romance escrito entre 1925 e 1928, e diversas vezes revisado pelo autor até a sua publicação em 1933. Nos posfácios, também estão presentes os ensaios de Luís Bueno e Wilson Martins, que foram incluídos nas edições 30ª e 31ª, respectivamente.


Caetés é o retrato da vida em uma cidade do interior de Alagoas. O protagonista chega a Palmeira dos Índios decidido a escrever um grande romance sobre a tribo que lá vivera, mas, aos poucos, a mesquinhez da vida na cidadezinha o absorve e ele se vê envolvido nas disputas e nos mexericos locais. Na pena do autor, esse ambiente opressor, com sua rede fechada de poderosos e senhores, ganha um sentido maior e se transforma em um comentário a respeito do país, ao mesmo tempo análise psicológica e metonímica de um Brasil dominado pelo compadrio.


NA RECORD


A obra de Graciliano Ramos começou a ser editada pela editora Record em 1975. Os primeiros títulos publicados pelo novo selo foram Angústia, Alexandre e outros heróis, Linhas tortas e Memórias do cárcere. Atualmente, toda a obra do alagoano pertence ao catálogo da Record, com quase 4,3 milhões de exemplares vendidos até hoje, sendo Vidas secas o campeão de vendas entre eles, com mais de 1,5 milhão de exemplares. 


(Diário do Pará)

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