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Edição da ‘Serrote’ terá distribuição gratuita

quinta-feira, 04/07/2013, 08:09 - Atualizado em 04/07/2013, 08:09 - Autor:


Com o tempo como aliado, a produção amplia as possibilidades de apuro e cuidado. Mas surge também o desafio de alcançar atemporalidade. O dilema do ponto de equilíbrio entre criar sem a pressão do relógio e o perigo de se tornar datado. A revista Serrote, no entanto, tem conseguido conciliar essa relação. 


Com ensaios sobre literatura, arquitetura, poesia, artes visuais e as mais amplas linguagens, ela traz impressa a marca da reflexão e perenidade ao abordar temas em sintonia com um perfil editorial que se propõe a ‘abrir mentes’. Nas páginas da Serrote, publicação quadrimestral do Instituto Moreira Salles, imagem e palavra conduzem o leitor a pensar sobre a arte em suas múltiplas possibilidades. “Procuramos fazer com que as imagens sejam o menos ilustrativas e de alguma forma estabeleçam um diálogo com o texto. Há sequências de imagens que são um ensaio em si. Não há submissão da edição de arte à edição geral, elas se equivalem”, aponta Paulo Roberto Pires, editor chefe.


A nova edição será lançada hoje na Feira Literária Internacional de Paraty (Flip) - com distribuição gratuita - e reforça a ideia de revista produzida provocar a imaginação. “Pensar ensaio é pensar da mesma forma a arte conceitual de Laura Erber, a pintura de Paulo Pasta, a reflexão política de Richard Sennett ou a avaliação do mercado editorial de Richard Nash. Como dizia o Millôr, que está na folha de rosto da revista, ‘livre pensar é só pensar’”, comenta Paulo Roberto, ao citar alguns dos textos selecionados para a edição.

Daquelas publicações que se guardam, colecionam e inspiram, Serrote retrata o presente com o olhar para o futuro. Os ensaios evocam a essência de um processo de seleção impregnado pela vontade de aguçar a percepção dos leitores sobre o mundo das artes. 

Do ensaio sobre a relação entre arte e realidade a partir da obra Anna Kariênina, de Tosltói, para o texto que discute a capacidade de reinvenção do livro como tecnologia, passando por ensaios visuais, a um esboço da autobiografia do escritor e jornalista Joseph Michtell - em que apresenta num texto inédito as entranhas da cidade de Nova York, configurada a partir de um ponto de vista da janela do ônibus, das andanças pelas esquinas da cidade em ‘A vida assombrada das ruas’, o leitor é instigado e desafiado a vencer a densidade das páginas que lhe aguardam. 


SAIBA MAIS


www.serrote.com.br


(Diário do Pará)

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