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Sintonia entre a palavra e a imagem

quarta-feira, 03/07/2013, 07:23 - Atualizado em 03/07/2013, 08:23 - Autor:


A artista visual Keyla Sobral vai expor obras da mostra “Meu Álbum de Retratos” na 11ª Festa Literária Internacional de Paraty (Flip), evento que abre hoje e segue até o próximo dia 07 de julho no Rio de Janeiro. Convidada pela organização graças à relação entre a imagem e a palavra imprimida nesta exposição, as obras produzidas por Keyla foram criadas a partir de relações afetivas.


Agenciada da Kamara Kó Galeria, em Belém, a artista aproveita as palavras, com frases de efeito íntimo, para titular ou até mesmo narrar seus desenhos. As obras serão apresentadas no formato de desenhos em papel e gifs animados. O convite surgiu após a equipe do Sesc do Rio de Janeiro ter visto a exposição de Keyla no projeto Amazônia das Artes, que já percorreu as cidades de Porto Velho, em Roraima, e Boa Vista, em Rondônia e que irá percorrer ainda mais 4 cidades da Amazônia Legal durante o ano de 2013.


As obras serão apresentadas no formato de desenhos em papel e gifs animados. O convite surgiu após a equipe do Sesc do Rio de Janeiro ter visto a exposição de Keyla no projeto Amazônia das Artes, que já percorreu as cidades de Porto Velho, em Roraima, e Boa Vista, em Rondônia, e que irá percorrer ainda mais 4 cidades da Amazônia Legal durante o ano de 2013.


A palavra é complemento constante na produção de Keyla, seja em desenhos, objetos ou nas fotografias. Os textos contribuem para uma composição poética das obras, para além dos traços ou imagens. “Acho que eles são um só. A palavra e o desenho não se completam, porque fazem parte um do outro desde sempre. Escrever é algo fluido, tal como o desenho é para mim”, explica.O interesse pelo trabalho de Keyla para expor durante uma festa de literatura surgiu da proximidade com o assunto. “Acho que o convite surgiu disso, dessa utilização da palavra dentro dos meus trabalhos. A equipe do Sesc-RJ viu o meu trabalho e me convidou para apresentá-lo em Paraty dentro da programação do Sesc durante a Flip”, conta a artista.


A artista, que já está com outra exposição individual marcada para ocorrer no segundo semestre na região sudeste, com projeto aprovado no edital do Centro Cultural São Paulo, acredita na entrega ao trabalho artístico. “O meu processo é como lançar-se, um ato da entrega. O que eu desenho está em mim, eu só os convido para dar uma volta aqui fora, numa espécie de cartografia intima”, revela.


CARREIRA


Keyla Sobral é paraense. Artista visual, editora e fundadora da revista eletrônica Não-Lugar. Seu percurso começa no início dos anos 2000 e de lá para cá vem participando ativamente da vida cultural da cidade, em mostras coletivas e individuais, assim como em eventos fora de Belém. Participou e foi premiada no Salão Arte Pará nos anos 2003, 2005 (2º Grande Prêmio), 2007, 2008 e 2011 (Prêmio Aquisição), e foi selecionada no Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia, em 2011. Dentre outras exposições coletivas de que participou, destaca “CROMOMUSEU”, no Museu de Arte do Rio Grande do Sul (2012), e Cartografias Contemporâneas (2009, Sesc Santana, SP). Recentemente, realizou as mostras individuais “Meu Álbum de Retratos”, na galeria do Ateliê da Imagem, no Rio de Janeiro, e “Economia da Montagem”, no Museu de Arte do Rio Grande do Sul, ambas em 2012.


Recebeu a Menção Honrosa da XI Mostra de Arte Primeiros Passos do CCBEU (2003, PA), foi mapeada pelo Projeto Rumos Itaú Cultural (2005/6, SP), ganhou bolsa para o exterior de Pesquisa, Criação e Experimentação do IAP (2006, Wiesbaden, Alemanha), onde desenvolveu e expôs individualmente o projeto “Memories”; recebeu ainda a bolsa de Pesquisa em Arte da Fundação Ipiranga (2008/9, PA) e a bolsa de Pesquisa, Criação e Experimentação do IAP em 2011. 


(Diário do Pará)

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