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Artistas mostram sua produção em Goiânia

terça-feira, 02/07/2013, 08:23 - Atualizado em 02/07/2013, 08:23 - Autor:


O horizonte de clima seco e o solo coberto de vegetação rasteira, graças à temperatura morna do planalto central do Brasil, disputam espaço com prédios modernos erguidos ao longo dos 80 anos de fundação da capital de Goiás. A cidade que pertence à recente história do país vai sendo desvelada aos poucos diante do olhar de onze fotógrafos, que capturam freneticamente imagens de diferentes logradouros da capital. Essa é a verve do trabalho colaborativo Quase Todos os Dias-Goiânia, proposição do fotógrafo paraense Alberto Bitar, como parte do projeto Estação Videoarte, contemplado no Programa Rede Nacional Funarte Artes Visuais – 9ª Edição (2012). A programação, que ocorre em Goiânia até o dia 19 de julho, se predispõe a discutir o papel da produção de vídeo dentro da arte contemporânea brasileira a partir da exposição que reúne trabalhos de dois fotógrafos paraenses. 


Os vídeos Partida (2005), Quase Todos os Dias São Paulo (2008), Sobre Distâncias e Incômodos e Alguma Tristeza (2009) e Vazios (2009,) de Alberto Bitar, e Estátua Viva (2007), Pilatos (2010), Midas (2009) e Pé na cova (2009), de Armando Queiroz, formam a exposição da Estação Vídeo-Arte, em cartaz desde 16 de maio no Centro Cultural da Universidade Federal de Goiás (UFG), sob curadoria do Divino Sobral. 


A programação levou Alberto e Armando até a capital goiana para desenvolver parte das atividades que compõe esse projeto. Queiroz, que esteve na cidade no mês de junho, fez leitura de portfólio de artistas locais com a intenção de incentivar novas técnicas e firmar diálogo com nomes da região Centro-Oeste. 


Mas é na profusão de imagens geradas durante o curso dado por Alberto Bitar até o dia 5 deste mês que um grupo de fotógrafos inscritos na atividade vai capturar os frames para o desenvolvimento do vídeo Quase Todos os Dias Goiânia e travar o verdadeiro trabalho entre artistas das duas regiões.


"Quase Todos os Dias é uma proposta de 2005 e parte do auxílio/ colaboração de fotógrafos das cidades onde o projeto se dá para a escolha dos locais a serem fotografados, do roteiro final e da produção das sequências que serão utilizadas na edição", explica Bitar. 


Em Goiânia, Quase Todos os Dias vai se desenvolver em treze diferentes locações e vai dar aos fotógrafos a experiência de condensar uma quantidade imensa de imagens numa única textura de vídeo a partir da edição de Bitar, que vai equalizar os diversos olhares sobre esse único lugar. Seja a beleza da paisagem inerte capturada do Morro do Além, a agitação do bairro comercial ou dinâmica vista da janela de um ônibus em movimento pela cidade o grupo de fotógrafos vai desenhando o cotidiano intrépido da capital goiana, assim como aconteceu em Fortaleza (2006), São Paulo (2007), Montevidéu (2009) e Belém (2010), cidades onde Quase Todos os Dias já se desenvolveu.


Em Goiânia, Quase Todos os Dias vai se desenvolver em treze diferentes locações e vai dar aos fotógrafos a experiência de condensar uma quantidade imensa de imagens numa única textura de vídeo a partir da edição de Bitar, que vai equalizar os diversos olhares sobre esse único lugar. 


PONTO DE PARTIDA


Que o vídeo tem se tornado um suporte cada vez mais explorado por artistas do país não é novidade, mas a forma como esta plataforma se desenvolve dentro de trabalhos sólidos de fotógrafos como Alberto Bitar foi o ponto de partida para a palestra que ele deu a um grupo de aproximadamente 50 pessoas em Goiânia, ainda como parte da programação da Estação Vídeo-Arte. 


“Partida” também integra a mostra Fotocine 2013, em cartaz no Caixa Cultural até o dia 7 de julho no Rio de Janeiro, e coloca o vídeo “Partida” lado a lado com “Antes que o mundo acabe”, de Ana Luiza Azevedo; o curta-metragem “Coda”, de Marcos Camargo; o longa “Elvis e Madona” de Marcelo Laffitte; “Shoot yourself”, documentário de Ricardo Van Steen e Paula Alzugara e outras 17 produções. A programação, que também reflete o papel da fotografia no cinema, exibe Partida, que coincidentemente está exposta em Goiânia. “É um trabalho de 2005, mas que continua sendo mostrado em diversas oportunidades, além de fazer parte de importantes acervos institucionais como o MAM-SP e do Itaú Cultural”, disse. 


Classificado como curta-metragem na mostra carioca, o vídeo parte de uma imagem fotográfica retirada do álbum da avó materna do fotógrafo. “Partida é um vídeo de cinco minutos e esse tempo o classificaria como um curta-metragem. Não seria a primeira vez que o Partida passaria em uma mostra de cinema e isso tem acontecido com vários trabalhos, festivais de cinema, exposições de arte e até de fotografia têm sido comuns como espaços de exibição.”


Esta é a segunda edição do Fotocine Rio de Janeiro que o fotógrafo paraense está presente. A outra vez foi em 2010, com o vídeo Qualquer Vazio. Mais uma prova que a proeminência da produção paraense é capaz de diluir linguagens e esmaecer fronteiras. 


(Diário do Pará)

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