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Brasil é um dos principais consumidores de games

quinta-feira, 27/06/2013, 07:28 - Atualizado em 27/06/2013, 07:28 - Autor:


Mario Bros, Sonic, Zelda, Megaman God of War, Halo. Se perguntássemos quem eram esses personagens alguns anos atrás, provavelmente teríamos apenas olhadas de canto de olho e ombros levantados, indicando um bom e claro “não faço ideia”. Hoje as coisas estão diferentes, os videogames cada vez mais fazem parte do cotidiano brasileiro e os personagens que anteriormente seriam completos desconhecidos do público agora povoam o imaginário popular. O crescimento dos videogames em território nacional coloca o Brasil como um dos países na lista de prioridades da indústria. Na 15ª colocação do mercado de games, o país ganha jogos legendados e dublados em português, abrindo margem para todo um mercado que ainda não se habituou à língua inglesa. 


Ser apenas o número 15 do setor pode não parecer muita coisa olhando de fora, mas, quando percebemos a divisão da indústria de jogos eletrônicos, temos noção de como Brasil conseguiu um grande feito. Segundo maior da América Latina, atrás somente do México, o consumo nacional brasileiro atingiu a marca de R$ 1 bilhão, gerando um aumento de 43% em relação a 2011. O aumento aconteceu mesmo com a imensa disparidade de preço entre os consoles vendidos em território nacional e em outros países. Na Alemanha, nono colocado no mercado, a média de dinheiro gasta em um console é R$530, enquanto no Brasil essa média salta para R$930.


Quando se analisa as estatísticas de jogos, a situação fica ainda melhor para o Brasil. A movimentação foi R$ 629 milhões no ano passado, alta de 72% sobre 2011. O aumento tem como principal causa o surgimento da geração de Wii, Playstation 3 e Xbox 360 no mercado brasileiro. Os novos consoles apresentam maiores dificuldades para a pirataria e geraram uma migração para o mercado formal. Em relação à média de preço, o mercado nacional está alinhado com o resto do mundo. Os jogos aqui custam cerca de R$ 103, enquanto na Alemanha a média é de R$ 93 e na França, 8º país do ranking, a média é de R$ 103.


Atualmente, a divisão do mercado coloca a Ásia como apenas um mercado, assim como a Europa. Os que são tratados como mercados individuais são os mais destacados, como Japão, Coreia do Sul, Reino Unido, França e Alemanha. Sendo assim, o ranking fica com a Ásia em primeira, seguida de Japão, Europa, Estados Unidos e China, respectivamente.


A mudança não é enxergada apenas pela indústria. Aqueles que nasceram com os videogames de 8 e 16 bits percebem que agora o alcance abrange muito mais pessoas do que nos tempos em que um encanador e um porco-espinho azul disputavam a liderança. Estudante de Engenharia da Computação e consumidor de videogames desde os 5 anos, Felipe Pereira nota as transformações desde que jogou seu Super Nintendo pela primeira vez até os tempos mais recentes, quando gasta seu tempo de jogatina diante do Playstation 3. “O mercado aumentou bastante, hoje é muito mais fácil encontrar pessoas que jogam devido a diversas facilidades, como localização brasileira dos jogos, preço, disponibilidade, divulgação e vários outros fatores”, afirma Felipe. O futuro engenheiro também vê com bons olhos o crescimento do mercado nacional em relação ao consumo mundial de jogos. “O Brasil pode se tornar uma potência consumidora, sim, hoje já é um dos maiores da América Latina. Em desenvolvimento, talvez daqui a bastante tempo, quando a cultura ‘gamer’ estiver realmente no dia-a-dia de todos e que a opinião pública mude de ‘coisa de criança’ para ‘entretenimento’ de fato podemos estar entre os maiores”, acredita. 


Em Belém, festa com direito a jogos


Mas essa mudança pela qual os jogadores esperam está cada vez mais próxima de acontecer. Mostrando que videogame é uma forma de entretenimento válida, os membros da produtora Bagarai colocam videogames dentro de suas festas, trazendo um diferencial para a noite de festas da capital paraense. Segundo Carlos Catete, um dos fundadores da Bagarai, a reposta do público é sempre positiva em relação aos jogos escolhidos.


“Nossos retornos são sempre muito positivos, e a relação com o público é sempre muito próxima. As pessoas perguntam sempre: ‘E qual o próximo jogo da Bagarai?’ e dão sugestões de coisas que gostariam de ver na festa e de jogos que podemos trazer”, conta Carlos. Ainda de acordo com o fundador, colocar jogos dentro de uma festa foi uma ideia que surgiu buscando a interação com o público. “A Bagarai surgiu com a proposta de fazer festas com que o público interagisse com o evento. O videogame foi a forma que encontramos de fazer isso, por meio de campeonatos em que as pessoas se divertem e ainda podem ser premiadas”, comenta.


E como prova de que Belém realmente é uma cidade “gamer”, a capital é uma das poucas do país que oferece opções para quem não quer apenas ser consumidor dessa indústria, mas também fazer parte da criação deste mundo que cada vez mais cativa milhões de fãs ao redor do mundo. O Instituto de Estudos Superiores da Amazônia (Iesam) oferece o curso de jogos digitais. O vestibular planejado da instituição oferece 60 vagas para o turno da noite. As inscrições vão até o dia 14 de agosto. 


(Diário do Pará)

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