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Festival Conexão Ver-o-Peso do Jazz

quarta-feira, 26/06/2013, 07:43 - Atualizado em 26/06/2013, 07:43 - Autor:


O Festival Conexão Ver-O-Peso do Jazz começou com o pé direito, ocupando um dos espaços mais suntuosos e representativos da cultura paraense. Na última sexta, 21, dia de abertura do projeto que encheu a cidade de música no fim de semana, os shows foram realizados no Theatro da Paz, com direito a convidado vindo diretamente de Minas Gerais, o músico Thiago Delegado. No palco, ele recebeu o violonista paraense Sebastião Tapajós em um encontro de gerações, que agradou os ouvidos de quem compareceu, com clássicos do chorinho e da música instrumental brasileira.


Filho de pais veterinários, Thiago Delegado cresceu em volta de boa música. As lembranças da infância o levam diretamente aos vinis de Chopin e Tom Jobim, que davam o tom as reuniões familiares. “Escolhi ser músico por vontade própria. Não tenho um histórico de instrumentistas em casa. Mesmo assim, a arte me chamou e eu atendi o pedido”, diz. O violonista fez um show intimista em sua primeira visita a Belém, executando canções que compõem seus dois discos: “Serra do Curral”, de 2010, e “Thiago Delegado e Trio Ao Vivo”, de 2012.


E se o gosto pelos sons aconteceu por causa da família, foi o violonista Sebastião Tapajós o responsável pela paixão ao instrumento. Thiago se emocionou ao dividir o palco pela primeira vez com o músico paraense. “Eu ainda era adolescente quando ouvi um disco de música instrumental com grandes músicos brasileiros. Quem assinava o violão era Sebastião Tapajós e foi o trabalho dele que me fez sentir vontade de tocar também. Então, realizo um sonho tocando com o meu mestre hoje”, afirmou o mineiro.


Depois de muita música erudita, o Trio Manari subiu ao palco com seu som que se inspira em elementos tradicionais, apresentando composições do novo disco da banda. A batida eletrônica também tomou conta, com a participação do DJ Waldo Squash.


No sábado, a noite começou com o instrumental jazz do guitarrista paraense Delcley Machado e seguiu com Leonardo Coelho, dentro da programação do Ver-o-Peso do Jazz. Em seguida, foi a vez de Pio Lobato entrar no palco com sua pegada de guitarrada com elementos modernos, que teve a participação de Guaracy Brito declamando um poema em um das músicas. Na sequência, a Família de Rua, de Minas Gerais, promoveu mais um Duelo de MC’s, que reuniu no palco MC’s paraenses para disputar o prêmio: uma viagem a Belo Horizonte para participar a final. Com a benção da plateia, o escolhido foi MC Rog. 


E por fim, a atração de encerramento foi o combo Gang do Eletro com a banda Madame Saatan. A Gang do Eletro subiu ao palco desfalcada da vocalista Keyla, que não pôde se apresentar por problemas de saúde. Mas Waldo Squash, Maderito e Willian Love não deixaram a festa esfriar e promoveram um grande encerramento de noite, que foi coroado com a presença de Ed Guerreiro e Sammliz, da banda Madame Saatan. O encontro de tecnobrega com metal mexeu com a plateia, fazendo com que os dois grupos deixassem o palco a pedido de mais. 


Em noite de lua cheia


“Pode colocar aí que esse cara arrebenta na bateria”, disse um rapaz que estava na plateia durante o show da banda Strobo, no último dia do festival. O “cara da bateria”, Arthur Kunz, estava mais uma vez inspirado ao lado da eletrizante guitarra de Leo Chermont no show, que chegou a ser interrompido por causa da chuva, mas depois voltou com a mesma energia de antes. 


Depois do instrumental de pop, eletrônico e ritmo latino da Strobo, foi a vez de Mestre Vieira mostrar ao público o que tem de melhor na música caribenha. Com 78 anos de idade, o mestre da guitarrada continua versátil e habilidoso com a guitarra. Durante a última música do show, Vieira tocou o instrumento com um celular emprestado da plateia e ainda com a guitarra por trás da cabeça. 


Em seguida, o carioca Domenico Lancellotti subiu ao palco da Estação das Docas para apresentar o novo álbum “Cine Privê”. Pela primeira vez em Belém, Domenico mostrou ao público suas músicas permeadas por batidas eletrônicas e mixagens realizadas ao vivo. Lancellotti ainda convidou o músico paraense Pio Lobato para tocar músicas compostas pelos dois artistas. 


A lua cheia já estava alta e ainda mais bonita quando Dona Onete iniciou o seu show. Com toda a simpatia e animação tão características, a artista de 74 anos fez o público dançar ao som de “Jamburana” e “Amor brejeiro”. Dona Onete ainda convidou a intérprete paraense Aíla e as duas cantaram as canções “Proposta indecente” e “Trelelê”. Encerrando o último dia de evento, o grupo Metaleiras da Amazônia completou o time de música paraense e fez a plateia dançar ao som da guitarra, do trombone e do sax que formam a banda instrumental. 


(Diário do Pará)

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