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Adaptação de clássico da literatura gera crítica

terça-feira, 18/06/2013, 08:10 - Atualizado em 18/06/2013, 08:10 - Autor:


Ele abriu a edição deste ano do Festival de Cannes, a mostra de cinema mais importante do mundo. Tem figurinos assinados por Miuccia Prada. Joias by Tiffany. Parceria com a Moët & Chandon. Trilha sonora produzida pelo respeitado rapper Jay-Z. Direção do cineasta de “Moulin Rouge”. E ainda é protagonizado por Leonardo DiCaprio.


Caso tudo isso não tenha aguçado minimamente a sua curiosidade para ir até os cinemas ver “O Grande Gatsby”, vale dizer que não é à toa que esta é a quinta adaptação para o cinema do livro de F. Scott Fitzgerald. A obra é um dos maiores clássicos da literatura americana. E clássico é clássico, o ingresso já vale só pela inserção de cultura. 


De qualquer forma, se você nasceu depois dos anos 50 e não se interessa muito por filmes antigos ou literatura estrangeira, provavelmente não conhecia essa obra até que Hollywood a trouxesse à tona novamente, no ano passado. Seria normal também que você estivesse se perguntando: “Como pode ser um clássico, se até então eu nunca tinha sequer ouvido falar?!” E, acredite, nem é culpa sua. A última versão foi feita há mais de 50 anos, em 1947.


O Gatsby de 1947 tinha roteiro do “PoderosoChefão”, Francis Ford Coppola e Robert Redford como Jay Gatsby, que agora ganha vida com DiCaprio. Os dois filmes têm equipes de peso e a riqueza de detalhes da produção mais recente promete, desde o trailer, transportar realmente o espectador para o verão de 1922. Porém, o nome que mais confere qualidade às produções não esteve presente nos sets de filmagem. O que o autor Scott Fitzgerald, na verdade, presenciou foi a época que ambienta o seu livro. 


Fazendo uma forcinha na memória, você deve recordar dele retratado como o prestigiado romancista que promove as festas do filme“Meia-Noite em Paris”. Fitzgerald também escreveu “O Curioso Caso de Benjamin Button”. E, só a título de compreensão, “O Grande Gatsby” está mais ou menos para os americanos como “Escrava Isaura” para nós, brasileiros. 


A fábula de Gatsby se passa no tempo de euforia pós-Primeira Guerra e é um retrato verdadeiro do trágico e mágico “sonho americano” que se despedaça depois com a crise de 1929. Para quem gosta de história unida ao entretenimento, é um senhor presente. Sem nunca perder o charme da época e da boa mão de Fitzgerald, é um relato cheio de crítica para aqueles que quiserem olhar para além da purpurina. 


Símbolo do modelo de homem americano, o agora grandioso protagonista acumula fortuna e se torna figura lendária de uma América que com certeza vai encantar também aqueles que não curtem muito livros e resenhas. Era uma Nova York próspera e louca, embalada pelo ritmo do jazz, glamour hollywoodiano e muita bebida – o trailer mostra pirâmides imensas de Moët Imperial. 


Tudo é narrado pelas lentes de Nick Carraway, frequentador assíduo das festas ostensivas que o personagem de DiCaprio promove. Ele logo descobre a paixão antiga de Gatsby por uma mulher casada. Aparentemente ele saiu da pobreza à vida milionária objetivando, tão somente, reconquistá-la. 


O filme conta ainda com uma ótima trilha sonora, com faixas de prestigiados cantores da cena americana atual, como Beyoncè, que faz um cover da cantora Amy Winehouse. O CD, em suma, mistura cantores pop, como Fergie e Will.i.am do Black Eyed Peas, a músicas no estilo clássico da época do jazz, que a obra retrata. Ou traz artistas com sons que já têm veia mais vintage, como Lana Del Rey e Émmeli Sandé, que interpreta uma versão bem diferente de “Crazy In Love”, de Beyoncè e Jay-Z. (Todas essas faixas, e mais outras, estão disponíveis no YouTube.) 


A película estreou nos EUA no dia 10 de maio. Na gringa, “Gatsby” surpreendeu, conseguindo angariar US$ 51 milhões só em seu fim de semana de début, a despeito da enxurrada de críticas que a adaptação e seu diretor vem recebendo – semelhante ao que aconteceu com “Moulin Rouge” uma década atrás. 


O filme está em cartaz em Belém. As livrarias paraenses aproveitam e disponibilizam o universo de Gatsby em quatro traduções literárias de diferente editoras que ficam ao gosto do leitor.


(Diário do Pará)

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