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Fotoativa realiza 9º Colóquio Fotografia e Imagem

quinta-feira, 13/06/2013, 08:01 - Atualizado em 13/06/2013, 08:01 - Autor:


Palestras, oficinas, leituras de portfólio e projetos expositivos fazem parte da programação do 9º Colóquio Fotografia e Imagem que inicia no próximo dia 19 e segue até o dia 22, no Sesc Boulevard. Com o tema “Autografias”, o encontro pretende garantir aos participantes a oportunidade de refletir criticamente e dialogar sobre a relação entre a imagem contemporânea e a fotografia em diversos campos do conhecimento. As inscrições estão abertas até o dia 18.


Sob a tutela da Fotoativa desde 2002, este ano o evento homenageará as “Autografias” - momentos de reflexão coletiva a partir de uma leitura sobre a obra ou parte do trabalho de um autor significativo para a história da fotografia. Organizadas pelos fundadores dos grupos FotoPará e Fotoativa, as autografias marcaram a trajetória de muitos artistas e pesquisadores atuantes no movimento fotográfico da cidade na década de 1980.


O encontro abre, também, espaço para o debate de questões emergentes em um dos principais eixos do pensamento fotográfico: a dialética de questionamento e afirmação da noção de autoria no campo da produção de imagens. De acordo com Alexandre Sequeira, fotografo convidado para ministrar palestra durante o colóquio, Belém possui um significativo prestígio na cena artística nacional. “E porque não dizer, internacional (cabe lembrar que Luiz Braga, por exemplo, representou o Brasil na última Bienal de Veneza). Acho que Belém construiu desde a década de 1970 uma cena consistente do ponto de vista da quantidade, como também - e principalmente, do ponto de vista de sua heterogeneidade”, afirma. 


A cena da fotografia no Pará é vasta e diversa, conforme lembra Sequeira, porém a força que a linguagem possui hoje na arte brasileira foi uma construção que inclui muitos nomes. “Isso não surgiu ‘do nada’. Um significativo número de pessoas e ações que foram fundamentais para que esse estado fosse alcançado. Posso citar apenas dois nomes de uma relação bem maior: o Miguel Chikaoka e seu importante trabalho desenvolvido no Fotoativa; e o Mariano Klautau Filho que concebeu o Colóquio e hoje cura o Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia”, comenta. 


Formação


A programação do colóquio reafirma a leitura crítica da obra de determinado fotógrafo como um ato de criação autoral que pode ser compartilhado por pesquisadores acadêmicos, jornalistas, críticos e pelos próprios fotógrafos. “Cada um oferece um tipo de leitura a partir do universo em que atua e o diálogo entre esses agentes produz novos formatos e tipos de reflexão que estimulam e aproximam a pesquisa e a produção fotográfica”, explica Ionaldo Rodrigues, coordenador geral do evento.


Para ele, o projeto agrega a capacidade de articulação coletiva singular que o movimento fotográfico em Belém assume desde a década de 1980. “O colóquio se insere nesse contexto aproveitando a riqueza da produção local e, a partir do início dos anos 2000, começa a se tornar um espaço de referência local para gerações de artistas, pesquisadores, estudantes e a comunidade em geral sensibilizada pelos debates e poéticas da fotografia e das artes visuais”, argumenta.


Entre os palestrantes convidados está o premiado fotografo paraense Luiz Braga. Em sua participação, o artista vai desenvolver um relato e uma reflexão sobre o movimento fotográfico em Belém nos anos 1980. “Foi quando pela força da fotografia paraense trouxemos para Belém a IV Semana Nacional de Fotografia da Funarte em 1985 e nessa mesma época participei da fundação e presidi o Grupo FotoPará. Nesse grupo, entre outros, estavam Mariano Klautau Filho, Geraldo Ramos, Miguel Chikaoka, Octávio Cardoso,Ana Catarina, Elza Lima, Anastácio Campos, André Penner e Patrick Pardini, que dividirá a mesa comigo e com Mariano”, recorda.


Efervescente


Alexandre Sequeira destaca que o evento é respeitado em todo o Brasil e já trouxe à cidade em edições anteriores importantes nomes da fotográfica nacional como também da reflexão teórica referente a essa produção. “Tenho certeza que o Colóquio colabora significativamente para a maturidade alcançada pela produção fotográfica paraense, como também contribui para a formação de um público apreciador dessa produção mais crítico e fundamentado. É do encontro entre a práxis artística e as questões que dela derivam que encontramos meios para melhor entender as bases que fundamentam as poéticas desenvolvidas pelos artistas visuais, e assim desvelar camadas antes imperceptíveis de suas produções imagéticas”, diz.


Ionaldo acredita que com o passar do tempo, e caso a memória do projeto seja continuamente trabalhada, o legado se tornará uma fonte importante de referência sobre as questões e o intercâmbio da cena local de pesquisa em imagem com a produzida em outros lugares. Para Luiz Braga, o cenário atual da fotografia no Pará é pulsante e tem se renovado tanto pelo surgimento de novos autores, que segundo ele está evidente no recente Prêmio Diário Contemporâneo, como pelo amadurecimento dos veteranos que continuam expandindo sua fotografia e conquistando espaços no cenário da arte contemporânea. “De uma certa forma o que pretendemos no nosso painel será recuperar as origens e revelar um pouco da trajetória dessas luzes, que constituem a fotografia do Pará hoje”, conta.


(Diário do Pará)

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