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Oficina photomorphosis de volta no mês de julho

quinta-feira, 13/06/2013, 07:47 - Atualizado em 13/06/2013, 07:47 - Autor:


Sob a orientação do fotógrafo e educador Miguel Chikaoka, a oficina Photomorphosis é uma das mais procuradas junto à Associação Fotoativa e, no mês de julho, será novamente ofertada ao público.Nela, os participantes podem aprender mais sobre a origem e a evolução da fotografia, além de serem instigados a pensar de forma crítica sobre o fazer fotográfico e as suas possibilidades.


O programa inclui encontros regulares e atividades práticas, que buscam facilitar o entendimento científico e histórico da linguagem fotográfica a partir de atividades lúdicas e práticas de construção e uso de câmeras artesanais.Os dois meses de duração, que dessa vez corresponde ao período entre 08 de julho e 18 de setembro, permitem a exploração adequada de cada uma das etapas do fazer fotográfico, do despertar dos sentidos para uma melhor percepção de si e do ambiente ao redor à captura e organização da imagem.


Participantes diversos – A pluralidade de participantes é uma das principais marcas da Oficina Photomorphosis. Nela, convivem pessoas de diferentes origens, formações e faixas etárias que muitas vezes nunca participaram de cursos de fotografia e tão pouco conhecem o trabalho da Fotoativa.


No entanto, os dois meses que marcam os seus percursos pela associação comumente despertam outra sensibilidade e uma nova postura em relação à prática de fotografar, tratada por Chikaoka preferencialmente como “fazer fotográfico”.“Quando me inscrevi, o meu principal objetivo era aprender sobre técnicas de fotografia e seus princípios, mas me deparei com uma proposta totalmente diferente e surpreendente do que estava pensando, pois vi que, antes de apontar uma câmera e disparar, devo analisar o contexto, a luz e o que deve ser enquadrado”, diz o engenheiro Vitor Mello, que participou da oficina realizada em 2011.


NOVOS OLHARES 


O advogado Mauro Passarinho conta que sua relação com a fotografia mudou após a descoberta e o exercício de um novo “olhar fotográfico”.


“O mais importante foi a descoberta e o exercício do olhar fotográfico proporcionado pelo Miguel com maestria. Anteriormente eu possuía o conhecimento técnico da máquina fotográfica e seus recursos. A partir da experiência com a pinhole, pudemos comprovar que o olhar e a sensibilidade se sobrepõem a qualquer tecnologia disponível, pois com um dispositivo arcaico é possível registrar cenas belas e carregadas de emoção”, explica.


Outra marca entre os que finalizam a Photomorphosis é uma percepção mais crítica em relação aos aparatos tecnológicos muito sofisticados que, segundo acredita Miguel Chikaoka, nunca substituirão o entendimento que o praticante tem do processo de captação da luz e da imagem nem o que ele sente ou pensa do mundo de forma aguçada.


“A oficina me fez entender o processo por trás da captura de imagens, das nuances da luz e me inspirou a ficar mais atento aos detalhes do cotidiano. Sem dúvida, destacaria como essencial a nova relação com a luz e a convicção de que a bela fotografia acontece primeiro nos olhos, depois nas lentes”, ressalta Augusto Apoena, profissional de Marketing, que é complementado pela colega de turma Paola Watrin:


“Agora percebo que não preciso de uma câmera cheia de recursos para registrar bons momentos, o Miguel desmistificou isso. Também abriu meu olhar que uma boa foto não é apenas uma foto em que tudo esteja em ‘ordem’, mas aquela que possa transmitir uma mensagem. Ele orientou a olhar diferente para a imagem que ‘incomoda’”. 


(Diário do Pará)

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