Edição do dia

Edição do dia

Leia a edição completa grátis

Previsão do Tempo
31°
cotação atual R$

Notícias / Cultura

Cultura

Prazer que habita na própria companhia

quarta-feira, 12/06/2013, 07:49 - Atualizado em 12/06/2013, 07:49 - Autor:


Quando a página virtual carrega e o Facebook do biomédico Luiz Ricardo Duarte, 22 anos, se revela na tela do computador algumas características do comportamento do rapaz ficam explícitas. Na capa da rede social, ele se declara: “Em um relacionamento sério com...”, ao lado, para a surpresa de muitos, não tem o nome de uma garota, mas o escudo do clube do Remo, e em seguida a continuação da frase: “... desde que nasci”. Solteiro convicto, ele engrossa o time dos que fogem de relações duradouras e acreditam que um dia a pessoa certa vai aparecer. Mas, por enquanto, a ordem é “curtir” a vida.


Com a chegada do Dia dos Namorados o comércio afronta os solteiros que se aventuram pelos corredores e lojas de shoppings e centros comerciais da cidade. As cores vermelho e branco, típicas do período, se confundem com o colorido das festas juninas. Corações, cupidos e frases românticas estampam vitrines. Motivos suficientes para deprimir quem está só, sem relacionamento amoroso algum? Para essa tribo não! Eles pouco se importam com a data e menos ainda com a condição de solteiros. “Não me incomoda, acho legal os casais fazendo planos para o Dia Dos Namorados, e eu fazendo os planos pro final de semana”, esclarece Luiz aos risos.


Sem namorada há cerca de um ano e meio, ele explica que o ciúme, as brigas e a desconfianças que o fizeram terminar a antiga relação contribuíram para preferir o status de solteiro. Acredita, no entanto, ser algo provisório, intimamente ligado à idade. “Esse lance é passageiro sim, como dizem meus pais: é coisa da idade. Todo solteiro um dia pensa em se casar, porém acredito que será em um futuro distante, daqui uns sete anos”, prevê o rapaz.


Engana-se quem pensa tratar-se de um comportamento exclusivamente masculino. As mulheres também assumem a solteirice e declaram a felicidade com o atual status aos quatro ventos. A analista de marketing Aline Freitas, 24 anos, é uma delas. Há dois anos solteira, ela explica que já namorou duas vezes, mas em todas teve problemas no convívio. “Terminei por incompatibilidade de interesses, objetivos, sonhos, prioridades. Ruídos de comunicação, ciúmes que me sufocavam bastante e por sentir falta de parceria mesmo. Com o tempo as nossas diferenças passaram a falar mais alto e ficou insustentável continuar, conversamos e terminamos amigavelmente sem traumas ou rancores”, diz.


Depois das tentativas, Aline resolveu assumir a solteirice. Ela gosta de ser livre, da própria companhia, e da vida agitada que leva. “Saio bastante, tenho muitos amigos e adoro estar com eles. Gosto muito de sair para dançar, mas nunca saio de casa para ficar com alguém, se isso acontecer é consequência da noite e eu não vejo problemas. Saio porque gosto de beber, dançar, rir e me divertir ao lado das pessoas que eu gosto. E quando me interesso por alguém costuma ser algo realmente de momento, se tiver interesse fico naquela noite, mas sem nenhuma pretensão ou necessidade de que o cara vá ligar no dia seguinte, aliás, sem nenhuma vontade que ele o faça”, confessa.


OPÇÃO


O jornalista Anselmo Primo Monteiro, 29 anos, está solteiro há cinco anos. “Costumo dizer que é por opção, por não encontrar alguém com quem me sinta realmente bem. (...) As pessoas que me relacionei eram fantásticas, mas a relação desgastava muito rápido. Isso influenciou a minha decisão [de ficar só], pois acredito que não basta apenas uma área do relacionamento fluir. Ou então, deve existir a lei da compensação. Enquanto não encontro algo com que me sinta bem, vou levando vida de solteiro”, argumenta.


Para ele, todo solteiro convicto é na verdade uma pessoa muito exigente. Mas que no final das contas pode se render a uma paixão e quem sabe um dia subir ao altar. “É do tipo que só cai de cabeça numa relação se sentir que está embarcando em algo perfeito. Então, caso essa utópica perfeição chegar a mim, sem dúvida eu me caso sim”, destaca. Sobre o Dia dos Namorados, Anselmo afirma se tratar apenas de mais uma data para celebrar. “Sempre terá alguém disponível para receber carinho no Dia dos Namorados”, completa.Aos 20 anos, a universitária Thayana Almeida nunca namorou. Ainda não é o momento certo para compartilhar a vida com outra pessoa. “Mas não quer dizer que já não fiquei bastante, já tive muitas pseudo-relações, mais nada que viesse o desejo de ter uma vida a dois, adoro muito a minha liberdade e sou muito independente, e nunca ficaria com alguém só pra não estar sozinha, sou muito adepta ao ditado ‘antes só, do que mal acompanhada’”, conta.


AMOR


“Ser solteira é algo muito bacana e eu sinceramente não entendo essa necessidade que algumas pessoas possuem de emendar relacionamentos e estar sempre namorando”, reflete Aline Freitas. Ela se declara uma mulher que gosta de estar consigo mesma e que não vê problema em ir ao cinema sozinha, por exemplo. “Mesmo tendo muitos amigos, às vezes, faço questão de ir só. Gosto desse tempo comigo. Já fui, inclusive, várias vezes para bares sozinha, acredito que não existe melhor companhia do que a minha. Gosto de escutar uma boa música e tomar uns drinques e não me privo de fazer o que gosto por falta de companhia”, dispara.


(Diário do Pará)

Conteúdo Relacionado


0 Comentário(s)

MAISACESSADAS