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Saiba como funciona o Concurso de Quadrilhas

sábado, 08/06/2013, 12:24 - Atualizado em 08/06/2013, 12:30 - Autor:


A disputa pelo título de melhor quadrilha do Pará já começou. Desde 1º de junho grupos juninos se apresentam na Praça do Povo, no Centur, todos os dias na tentativa de conquistar o corpo de jurados e abocanhar os principais prêmios. O X Concurso Estadual de Quadrilhas integra a programação junina oficial do governo do Estado durante mais uma edição do “Arraial de Todos os Santos”, realizado pela Fundação Cultural do Pará Tancredo Neves.


O concurso inicia diariamente sempre às 18h, com dez grupos em média se apresentando até o final da noite. As quadrilhas mirins, com participantes de 07 a 14 anos, são as primeiras a mostrar as coreografias na Praça do Povo, seguidas das quadrilhas da categoria Adulto - com participantes de 14 anos em diante.


Desde quinta-feira, 05, o público pode conferir também outras manifestações típicas da quadra junina paraense. Os grupos parafolclóricos, bois-bumbá e shows musicais e cênicos animam o evento sempre de quarta a domingo, a partir das 19h, no palco da Praça do Artista. A entrada é franca.


REGRAS


Como em todo concurso, o do Arraial de Todos os Santos também possui regras, rigorosas e cautelosas, para que não haja nenhum tipo de problema com os brincantes. A quadrilha junina adulta concorrente deve ser composta com o mínimo de 14, e o máximo de 24 pares, além, é claro, do Marcador, figura que conduz a apresentação no salão. Enquanto a quadrilha mirim deve possuir no mínimo de 12 pares e o máximo de 24 e um Marcador na faixa etária de 7 a 14 anos.


Alguns pontos extras são dados às equipes que cumprirem requisitos como pontualidade e respeito aos espaços destinados à concentração antes de entrarem no salão. Porém, os itens oficiais de julgamento, segundo a organização, são: respeito à data da apresentação; número de pares; horário de concentração; tempo de armação; tempo de apresentação (cronometragem); conjunto/coreografia; evolução/marcação; e traje junino. A apresentação das quadrilhas e o desfile das misses.


IAP realiza cortejo com grupos juninos


Considerado a única manifestação folclórica tipicamente de Belém, os cordões de Pássaros Juninos viveram anos de apogeu, mas nas quatro últimas décadas perderam o incentivo e, principalmente, o local onde se apresentavam: o Teatro São Cristóvão. Mais de 40 anos depois dos célebres momentos que os grupos de Pássaros e Cordões de Bichos Juninos viveram em Belém, a manifestação ganha as principais ruas do centro da cidade. Hoje, a Revoada dos Pássaros e Bichos Juninos reúne 15 grupos, que saem em cortejo pelo bairro de Nazaré, abrindo oficialmente a quadra junina da instituição. 


No tempo dos grandes espetáculos de ópera do Theatro da Paz no início do século XX, os Pássaros Juninos ganharam as ruas da periferia de Belém. “Foram os camareiros do teatro que, de tanto vestir as estrelas da ópera e ver trechos das encenações nas coxias, resolveram montar suas óperas nos bairros onde moravam, para os seus pares”, comenta Tito Barata, um dos organizadores da Revoada.


A ideia é resgatar o brilho e a importância dos cordões de pássaros e bichos juninos. Desde o ano passado, o Instituto promove cursos e oficinas de aperfeiçoamento aos artistas de Pássaros Juninos.


No sábado, o hall do IAP apresentará a exposição de figurinos, adereços e indumentárias de 15 grupos, além de fotos que documentam parte da história, desde o início das manifestações. O cortejo chegará às ruas do centro de Belém, saindo do Centro Arquitetônico de Nazaré, e percorrendo a Rua Dom Alberto Ramos, as avenidas Generalíssimo Deodoro e Gentil Bittencourt, a Travessa 14 de Março e terminando no anfiteatro do IAP, ao lado da Basílica Santuário de Nazaré.


(Diário do Pará, com assessoria)

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