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Patrícia Bastos e o som da própria tribo

quinta-feira, 06/06/2013, 08:45 - Atualizado em 06/06/2013, 08:45 - Autor:


Direto de Macapá, no Amapá, a cantora Patrícia Bastos apresenta hoje em Belém o disco “Zulusa”, que mistura ritmos indígenas, africanos e portugueses em uma versão bem brasileira. O show será às 20h, no Centro Cultural Sesc Boulevard. A entrada é franca. A junção dos termos zulus e lusitanos, além do índio, “Zulusa” traz no repertório ritmos como batuque, marabaixo, cacicó e zouk com guitarrada, embolada, cúmbia e fado. “A escolha do repertório se deu a partir do nome do CD que trabalha com a mistura do brasileiro. Da parte lusitana, incluímos um fado no repertório e para entender isso é preciso entender primeiro o nome do trabalho”, explica Patrícia Bastos. 


O disco, produzido por Dante Ozetti e Du Moreira, tem 14 faixas entre composições inéditas e também regravações. Dentre as inéditas está a música “Causou”, composta por Dante Ozetti e Luiz Tatit e também a faixa “Mais Uma”, de Felipe Cordeiro e Júnia Vale. Já a canção “Rodopiado” foi composta na década de 1980 por Ronaldo Silva e regravada pela cantora amapaense. “Nós fizemos uma versão moderna que ficou muito interessante”, adianta Bastos. 


O álbum ainda reúne outros músicos e compositores regionais e nacionais como Guinga e Paulo César Pinheiro, autores de “Ribeirinho”, composta na década de 1980, mas nunca gravada; Vitor Ramil e Ricardo Corona, autores do fado “Miss Tempestade”; Allan Carvalho, que compôs a música “Canoa Voadeira” junto com Ronaldo Silva, dentre outros. 


Lançado em abril deste ano, “Zulusa” é o quinto CD da cantora que já lançou os discos “Pólvora e Fogo” (2002), “Patrícia Bastos in concert” (2004), “Sobretudo” (2007) e “Eu sou caboca” (2009). Com um processo mais elaborado de pesquisa, que durou um ano até o lançamento, o novo disco revela uma identidade mais marcante. “O novo CD traz a necessidade de cantar a minha tribo, de mostrar para o Brasil os ritmos da Amazônia de uma forma universal”, justifica Patrícia. 


Nascida em Macapá, Norte do Brasil, Patrícia Bastos recebeu influência e inspiração dos pais para fazer parte da música. “A mãe é cantora e na minha casa a gente se reunia com grandes músicos do Amapá. Com cinco anos eu já via tudo isso, já era apaixonada pela música. O meu pai influenciava muito a gente também mostrando ritmos, músicas, instrumentos. Ele era apaixonado por isso e incentivava bastante a gente”, relembra a cantora. 


Ainda criança, Patrícia começou a participar e ganhar prêmios em festivais infantis, tendo a primeira formação vocal no coral Vozes do Amapá e no conservatório Walkiria Lima. Com 17 anos, a artista começou a se apresentar com shows em bares e festivais. Durante cinco anos, foi vocalista da banda Brinds e logo depois partiu para carreira solo. “Eu senti a necessidade de trabalhar só como uma forma também de sair do Amapá e mostrar o meu nome e o da minha região para o Brasil”, conta Patrícia. 


Entre as parcerias e apresentações que já fez ao longo da carreira, estão cantores e compositores como Leci Brandão, Nilson Chaves, Lô Borges, Nico Rezende, Lula Barbosa, além dos músicos Aluísio Laurindo Jr., Sebastião Tapajós, Natan Marques e Manoel Cordeiro. No show de hoje, Patrícia Bastos estará acompanhada dos músicos Dante Ozzetti (violões e arranjos), Du Moreira (baixo), Trio Manari (percussão) e os convidados especiais Manoel Cordeiro (guitarra e charango), Toninho Ferragutti (acordeon) e Paulo Bastos (percussão). O repertório terá músicas do novo trabalho e também sucessos anteriores.


PRESTIGIE


Patrícia Bastos lança o CD “Zulusa” em Belém. Hoje, às 20h, no Centro Cultural Sesc Boulevard (Boulevard Castilho França, 522). Entrada franca. Informações: 3224-5654.


(Diário do Pará) 

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