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Prêmio reconhece iniciativas ligadas ao patrimônio

quinta-feira, 06/06/2013, 08:21 - Atualizado em 06/06/2013, 08:21 - Autor:


O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) está com inscrições para a 26ª edição do Prêmio Rodrigo Melo Franco de Andrade. O prazo é até 17 deste mês. O número de categorias foi expandido para oito, ampliando assim a identificação e a participação da sociedade civil, de órgãos governamentais e de profissionais que desenvolvem ações e projetos de valorização, divulgação e preservação do patrimônio cultural. O prêmio foi criado para reconhecer projetos e iniciativas de proteção, preservação e divulgação do patrimônio cultural brasileiro. 


Este ano, a premiação celebra também os 120 anos de nascimento do modernista Mário de Andrade, que, em 1936, a pedido do então ministro da Educação, Gustavo Capanema, foi um dos responsáveis pela elaboração do anteprojeto de lei que resultou na organização jurídica da proteção do patrimônio cultural brasileiro e na criação do atual Iphan. 


As inscrições devem ser feitas enviando o material impresso para a Superintendência do Iphan no Pará (avenida Governador José Malcher, 563, Nazaré), por via postal ou pessoalmente. A pré-seleção das ações em todos os estados e no Distrito Federal serão encaminhadas para a Comissão Nacional de Avaliação, que posteriormente anunciará os nomes dos vencedores nacionais. O valor do prêmio é de 20 mil reais para o vencedor em cada uma das categorias.


PARÁ


Tradicionalmente, o Pará tem bons resultados na premiação e as ações do estado já venceram em oito edições. No ano passado, o destaque foi o projeto ‘Belém dos Imigrantes’, elaborado pelo Centro de Memória da Amazônia da Universidade Federal do Pará/UFPA e que foi ganhador na categoria Pesquisa e Inventário de Acervo. Em 1997, duas ações foram premiadas, uma do Arquivo Público do Estado do Pará e outra do Museu do Marajó.


O Museu Paraense Emílio Goeldi já foi premiado três vezes, em 1998, 2003 e 2006. Na primeira ocasião, o prêmio se deu pelo trabalho realizado durante os 127 anos de existência do museu, que se destaca na preservação do patrimônio natural e arqueológico. Cinco anos depois, foi contemplado com o prêmio o projeto “O Pensamento Magüta nos Meios Digitais”, idealizado e coordenado pela pesquisadora Priscila Faulhaber Barbosa, que resultou na produção do CD-ROM Magüta Aru Inü e também no jogo de memória “Pensamento Magüta”, que aborda os rituais do povo Ticuna. 


Em 2006, o trabalho premiado foi o projeto de documentação científica e estudo da língua indígena puruborá, coordenado pela pesquisadora Ana Vilacy Moreira Galúcio. Já a Fundação Casa de Cultura de Marabá recebeu a premiação em 1999 e em 2004. A empresa Sol Informática foi contemplada pela campanha “Por Amor a Belém”. Em 2007, o Movimento de Vanguarda da Cultura de Icoaraci ganhou o prêmio com o projeto “Memória na Fala dos Mestres de Cultura de Icoaraci”. 


O Prêmio Rodrigo Melo Franco de Andrade é uma homenagem ao primeiro presidente do Iphan e foi criado em 1987. A partir deste ano, está dividido em oito categorias, que são: Patrimônio Material: Bens Imóveis e Paisagens Naturais e Culturais; Patrimônio Material: Bens Móveis e Acervos Documentais; Patrimônio Imaterial; Patrimônio Arqueológico; Políticas públicas, programas e projetos governamentais; Responsabilidade Social; Comunicação e Mobilização Social; Ações Educativas.


Essa inovação organiza mais claramente a participação de profissionais, empresas, poder público, comunidades e instituições de sociedade civil, ao estimular a participação de arquitetos, urbanistas, restauradores, paisagistas, engenheiros e outros profissionais que desenvolvem atividades nestes campos do conhecimento. 


(Diário do Pará)

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