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Editora lança ‘O retrato de Dorian Gray’

quarta-feira, 05/06/2013, 08:09 - Atualizado em 05/06/2013, 08:09 - Autor:


Quando 'O retrato de Dorian Gray' foi publicado pela primeira vez em forma de livro, em 1891, era uma versão substancialmente alterada do romance original de Oscar Wilde. Considerado muito ousado para sua época, já tinha sido editado quando publicado em série na revista literária Lippincott’s, em 1890, e depois ainda foi alterado pelo próprio Wilde, que, em resposta às duras críticas, fez sua própria edição para a publicação em livro. Assim, a versão original, tirada do manuscrito de Wilde, nunca havia vindo a público. 


Nicholas Frankel, professor de Inglês na Universidade de Virginia, teve acesso ao original datilografado de Wilde, revisitando e restaurando o romance como foi pensado originalmente. The Picture of Dorian Gray: An Annotated, Uncensored Edition foi finalmente publicado pela Harvard University Press e agora sai pela primeira vez no Brasil, pela Biblioteca Azul.


O estabelecimento do texto feito por Frankel incluiu os trechos em que Wilde tratava da homossexualidade de maneira mais aberta, constituindo, assim, nas palavras do organizador, “uma versão que Oscar Wilde gostaria que estivéssemos lendo no século XXI”. Frankel também incluiu em sua edição centenas de notas que situam o romance em sua época, além de traçar, paralelamente ao texto, uma espécie de biografia de Wilde, centrando nos episódios de sua vida que foram consequências da sua exposição feita no romance. “Dorian Gray é um arauto do século 20 − um arauto da modernidade”, disse Frankel. “O livro faz a transição da era vitoriana para o moderno e Wilde pagou um preço muito alto por isso.” 


O LIVRO


Londres, início do século XX, três personagens: Lord Henry, um bon vivant inescrupuloso e amoral; o pintor Basil Hallward, um artista até certo ponto liberto dos preconceitos da época, mas ainda zeloso de aparentar tê-los; e o jovem Dorian Gray, filho da aristocracia, rico e, sobretudo, muito belo. É com esses elementos que Oscar Wilde compõe o cenário de um dos mais importantes romances da língua inglesa da virada do século XX, O retrato de Dorian Gray. 


(Diário do Pará)

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