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Música paraense conquista os mineiros

quarta-feira, 05/06/2013, 07:56 - Atualizado em 05/06/2013, 07:56 - Autor:


“Diva, diva”. O mesmo elogio que anos atrás consagrou Gaby Amarantos no festival Rec-Beat, em Recife, agora tinha um sotaque ‘mineirim’ direcionado à Dona Onete, uma das atrações do festival ‘Conexão’, que encerrou no último domingo em Belo Horizonte (MG). Entre tantas atrações dos quatro cantos do país, os paraenses foram destaque. E a diva do carimbó chamegado sagrou-se rainha.


Dona Onete cantou na noite principal do evento, que abriu com a mexicana pop Julieta Venegas e encerrou com Tulipa Ruiz. Foi tão diva ou mais, afinal, jogava ali sem torcida, fora de casa, e mesmo assim fez um golaço ao colocar todo mundo para dançar no seu ritmo. Um ritmo tradicional com cheiro de moderninho, agrupado por uma autenticidade que conquista por onde ela passa. Mesmo o pedido de bis frustrado pela organização do evento não diminuiu o brilho dela naquela noite. Onete cantou como nunca, dançou como nunca, e só pouquíssimas vezes se rendeu à cadeira que lhe dá conforto ao corpo cansado, como que para dar destaque às participações especiais da mineira Janaína Moreno e Luê. 


Este ano, o ‘Conexão’ fez uma década de história, ligando o público de diversos Estados a músicas com sotaques dos mais variados. Nessa miscelânia, os paraenses sempre tiveram vez, com destaque, como o Metaleiras da Amazônia, acompanhado de Juca Culatra, também atração no palco principal antes de Dona Onete. O público mineiro parece afeito a dar a atenção devida a músicos tradicionais, com base de raiz. Por isso misturas como essa, saídas daqui, que unem passado e presente, sempre ganham respeito, aplauso e o requebrado da galera. 


Mas não só. Um pouco mais cedo, no segundo palco do festival, foi a vez do Projeto Secreto Macacos chamar a atenção. O show começou literalmente com meia dúzia de espectadores, mas não precisou chegar à terceira música para atrair os ouvidos interessados no experimentalismo instrumental do grupo, que acabou sendo ovacionado. Realmente, uma das melhores apresentações da banda. 


Por fim, a Gang do Eletro. Por fim mesmo. O quarteto, escalado para fechar o Conexão deste ano, teve sua performance megaprejudicada pelo atraso e pela grande demora na gravação do DVD do rapper Flávio Renegado. Restou aos paraenses menos de meia hora de apresentação (o Parque Municipal de BH tem hora para fechar) e uns 30 guerreiros que resistiram à cansativa noite, que ainda teve show da mineira Viva Viola. Mas bastou isso. Do limão, a Gang fez uma limonada e tanto, e deu um orgulhinho ver o público que já estava disperso, indo embora, voltando. Algo que parecia impossível de acontecer. 


No palco, se já não dava tempo de muita coisa, que fosse o máximo, e aí chamar para ‘tremer’ Rogério Flausino, do Jota Quest, e Guto, do Dead Lover’s Twisted Heart (e mais um fã de turbante que subiu ao palco e foi carinhosamente apelidado por Keila de Ali Babá), transformou o que seria um show frustrado em uma festa e tanto. Pena que com hora para acabar.


(Diário do Pará)

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