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E o Osga foi para ‘Espátula e Bisturi’

terça-feira, 04/06/2013, 09:41 - Atualizado em 04/06/2013, 10:07 - Autor:


Foi uma noite animada que lotou o Cinema Olympia no último sábado (1º), por conta da 10ª edição do Festival Osga de Vídeos Universitários, promovido pela Universidade da Amazônia (Unama). Na telona, um vídeo arte, dois vídeos minutos e dez curtas de ficção sobre o tema “Sociedade, é tempo de quê?” disputaram a atenção do público e surpreenderam até os mais experientes. 


No ano passado, o festival passou a receber trabalhos de outras faculdades e universidades de Belém, proporcionado boas experiências cinematográficas com produções experimentais de graduandos e com qualidade técnica acima do normal, como foi o caso de ‘Paralelo’, do Coletivo Ver-o-Take da Universidade Federal do Pará (UFPA), vencedor de quatros prêmios, e também de Tecnicolor, produzido por alunos do 3º semestre de Publicidade e Propaganda da Unama e vencedor do prêmio de melhor filme de ficção. 


No entanto, este ano, o Osga conseguiu se superar e apresentou produções que chegaram ainda mais perto do que se pode chamar de “profissional”, bem diferente da época em que a mostra recebia vídeos quase caseiros como “O Homem-Aranha do Pará”. “Alguns dos jurados, que já haviam participado antes do festival, ficaram muito satisfeitos com os resultados, viram que os alunos estão buscando parceiros até mesmo com outras faculdades e correndo mais atrás para apresentar uma boa produção”, avalia Marina Chiari, professora da Unama e uma das organizadoras do evento. 


Em 2013, o Osga também inovou ao apresentar duas novas categorias, as de vídeo arte e vídeo minuto. (fala do Thyago). Em vídeo arte o vencedor foi “Spaghetti Eisenstein”, feito por estudantes de Cinema e Audiovisual d UFPA; já em vídeo minuto o ganhador foi “Curtinha dos pés”, dirigido por Adrianna Oliveira e Rodrigo Donza, da Unama, que disputou o prêmio junto com “Pega não me larga”, feito por alunos da UFPA. “Nós percebemos que os alunos estavam tendo uma necessidade de produzir audiovisual em outras modalidades, por isso incluímos essas duas”, explica Marina. 


Já na categoria de ficção, o grande vencedor da noite, que levou o prêmio de melhor curta, foi “Espátula e Bisturi”, dirigido também por Adrianna Oliveira, da Unama. 


“Espátula” é narrado por um idoso que conta como foram os seus aniversários durante 20 anos em que as festas eram todas iguais, sempre com as mesmas pessoas e ele nunca tinha a possibilidade de escolher para quem iria o primeiro pedaço de bolo. Até que um dia, com 21 anos, o rapaz decide tomar uma atitude radical que vai refletir em todos os outros aniversários, até o fim da vida. “Tivemos duas semanas para filmar e editar o curta. Produzimos uma festa de aniversário com umas 20 pessoas em um dia. Encomendamos docinhos, fizemos bolo, arco de balões e tudo o que uma festa aparentemente infantil precisa. Chamamos nossos amigos e parentes, que por algum motivo compraram a nossa ideia e foi melhor do que imaginávamos”, conta Adrianna. Para ela, o mais legal do Osga foi ver o cinema lotado. “As pessoas saíram de casa só para ver o que cada um dos curtas fez”, conclui.


O curta-metragem Cold Times, vencedor dos prêmios de Melhor Ator, Melhores Efeitos Especiais e também o de Mico do Ano, foi a maior zebra de 2013. Fazendo a plateia chorar de tanto rir, o filme é uma comédia escancarada que narra a história de um garoto apaixonado por sorvete “que não tinha a mínima noção de que não podia voltar no tempo”, como diz a própria descrição do filme. Diferente do estilo dos outros nove trabalhos apresentados, Cold Times mostrou que é possível fazer uma boa comédia com poucos recursos e sem grandes pretensões. “Nós fizemos o filme para nos divertir e divertir vocês”, disse Felipe Dahas, um dos realizadores e também protagonista do curta ao receber o prêmio de melhor ator. 


Pela primeira vez, o festival contou com o patrocínio de empresas que ofereceram prêmios em dinheiro aos vencedores das três categorias. “Foi uma forma de estimular os alunos e também os empresários a investir mais em cultura”.


(Diário do Pará)

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