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A reconstrução dos mitos bíblicos

terça-feira, 04/06/2013, 09:34 - Atualizado em 04/06/2013, 09:34 - Autor:


Depois de 30 anos da publicação original na França, a editora Nemo lança o primeiro volume de uma série inédita no Brasil, ‘O Mundo de Edena: Na Estrela’. Aventura, mistério, misticismo e ficção científica se reúnem nesta HQ de descobertas e iniciação, com o traço fino e as cores luminosas de um dos maiores gênios dos quadrinhos mundiais, Moebius, pseudônimo do francês Jean Giraud.


No primeiro, dos seis volumes da série, os fãs se deparam com uma saga simbólica e enigmática, mais poética do que profética, que reconstrói os mitos bíblicos do Gênesis, com suas histórias sobre o Jardim do Éden, Adão e Eva. Moebius expõe, através da linguagem dos quadrinhos, situações íntimas e pessoais, em que reinventa seu estilo de desenhar num modo mais despojado e puro. “Toda verdadeira representação da anatomia, da matéria e da forma só podem se exprimir através de linhas simples”, justifica o autor.


A concepção da série nasceu de uma encomenda para um portfólio da marca de automóveis francesa Citroën, que queria fugir dos tradicionais brindes de fim de ano e suas fotos de paisagens. Foi dessa origem por encomenda que surgiu, natural e repentinamente (Moebius chegou a desenhar quatro páginas em um único dia), O Mundo de Edena, que acabou tomando a forma de uma odisseia fantástica e grandiosa.


“Tinha vontade de fazer uma história que me pusesse em contato com o mundo dos robôs, dos mecânicos, das pessoas que mexem com máquinas”, explica Moebius, que deixou claro querer transcender a dimensão documental e meramente realista. Ele queria uma história mágica. E alcançou isso de um m odo majestoso.Como numa espécie de diário íntimo codificado, a primeira história, Consertos, apresenta os dois protagonistas da saga, Stel e Atan, espaçonautas reparadores de naves espaciais. Ao consertar o “Mestre dos Caminhos”, Stel descobre que a falha da máquina é decorrente de uma falta de manutenção psíquica: o drama de um menino que teve seu submarino quebrado. O leitor vai encontrar, como o próprio autor explica, “o símbolo da exploração do inconsciente”, pois o submarino existiu de verdade em sua infância. Ele o ganhou de presente de seus pais num Natal. Mas o brinquedo desapareceu, após um descuido durante uma brincadeira com seus colegas. 


(Diário do Pará)

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