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Tributo comemora carreira do Ratos de Porão

terça-feira, 04/06/2013, 08:59 - Atualizado em 04/06/2013, 09:19 - Autor:


Com 33 anos de carreira, a banda Ratos de Porão é pioneira do punk brasileiro e provavelmente a banda de hardcore mais conhecida do país, graças ao seu desbocado vocalista, o apresentador de tevê João Gordo. Um legado que pode ser comprovado com o próprio CD tributo que reuniu 36 bandas. A seleção passa pelo punk e hardcore com bandas como Hutt, Leptospirose e Agrotóxicos, mas também inclui a pegada caipira do Hillbilly Rawhide e o thrash metal do Korzus.


“O Ratos tem muitos anos de história e isso reflete bem o público da banda. Desde o começo, ele sempre inovou, passou por muitos estilos mudança dos estilos. Acabou alcançando diferentes tipos de pessoas. Uma salada de metal, punk, grind”, define o baixista.


Para Juninho Sangiorgio, o CD “Ratomaniax - Tributo aos Ratos de Porão” é uma dupla homenagem. Além de tocar como baixista no grupo, o paulistano de 34 anos ainda participa do projeto com uma cover feita por sua outra banda, Discarga. 


A regravação de “Parasita” compõe o primeiro disco do Discarga, “Happy Night Eletric Experience”, de 2002. A pequena cortesia serviu para aproximá-los dos ídolos – tanto que o guitarrista Jão até fez uma participação especial cantando na versão. “Parece até premonição. Dois anos depois desse encontro, eu fui convidado para ser roadie do Ratos. Meio que entrei como estagiário na empresa, carregando os equipamentos, montando e desmontando o palco. Hoje faz dez anos que a gente toca juntos, mas ainda me considero fã da banda. É emocionante acabar fazendo parte de um bagulho que ouvi a vida inteira”, conta o músico.


Tributo tem Deliquentes


Fanatismo é a palavra que define o trabalho. Afinal, o idealizador do Ratomaniax, o paulistano Edu Druguer, é outro admirador declarado do Ratos de Porão. Foi ele quem bancou por conta própria, através de seu pequeno selo Discoterror Records, toda a produção do disco.


“O cabeça por trás do projeto foi o Edu. Ele acompanha a banda há muitos anos, é fã. Ajudamos indicando alguns nomes de bandas, oferecendo o contato dos gringos que a gente conhecia, mas ele foi o cara que cuidou de tudo”, afirma Juninho.


Influências e pioneirismo musicais


Outros que se dizem influenciados pelo Ratos de Porão são os paraenses do Delinquentes. Eles participam do projeto com a cover de “Crianças sem futuro”. “A primeira vez que eu ouvi hardcore foi de uma fita gravada de um programa de rádio, com músicas do Cólera, Inocentes e do Ratos de Porão. O que mais me chamou atenção foi a agressividade da banda em 84, 85. O que tinha tido acesso de som mais pesado era Ramones e algumas bandas de heavy metal. Para a gente, era o máximo de agressividade”, lembra Jayme Katarro, vocalista do Delinquentes.


Eles, que já foram considerados traidores do movimento punk, nos últimos anos, o Ratos de Porão vem experimentando um período de resgate da sua história, com o lançamento do documentário “Guidable: A Verdadeira História do Ratos de Porão”, de Fernando Rick e Marcelo Appezzato, de 2008, e coletâneas como “No Money No English”, de 2012, contendo sobras de estúdios e gravações ao vivo reunidas desde a década de 1990. 


“Eles foram precursores em vários sentidos. Primeiro na fase hardcore faziam som mais agressivo que a maioria das bandas da época. Inauguraram também a fase crossover, que é a união do punk com metal, coisa que era considerada uma heresia na época, essas duas galeras não se misturavam”, conclui Jayme. OUÇA


O CD “Ratomaniax - Tributo aos Ratos de Porão” está disponível através do site da Discoterror Records: http://www.discoterror.com/


(Diário do Pará)

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