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Festival Osga premia produções universitárias

sábado, 01/06/2013, 12:10 - Atualizado em 01/06/2013, 12:10 - Autor:


Belém é celeiro de intensas e festejadas produções em audiovisual. Basta apenas inclinar o olhar para a história recente e mergulhar no trabalho de figuras como Jorane Castro, Roger Elarrat, Zienhe Castro, Priscilla Brasil, apenas para pincelar alguns, e sentir o clima. Diante de um cenário promissor é preciso, definitivamente, garantir que outras safras dessa linguagem artística possam desenvolver seus trabalhos e apresentá-los ao grande público. É justamente aí que entra em cena o Festival Osga de Vídeos Universitários. Em sua décima edição, o festival premia hoje, em noite de exibição de 13 curtas no Cinema Olympia, os melhores entre os indicados para as categorias de ficção, vídeo-minuto e vídeo-arte. Com o tema “Sociedade: é tempo de quê?”, os vídeos de ficção foram maioria desde as inscrições. 


Filmes serão exibidos no Cine Olympia


É a primeira vez que o festival vai ofertar uma premiação em dinheiro para as equipes vencedoras, apenas nas categorias de melhor curta de ficção, melhor vídeo-arte e melhor vídeo minuto. De acordo com a organização, os valores são pequenos e variam de um a três salários mínimos, mas garante que o objetivo é gerar algum incentivo à produção audiovisual no meio universitário e, quem sabe, permitir que os alunos deem continuidade ou mesmo melhorem suas produções para concorrer em outros festivais.

Renato Malcher, coordenador-geral do projeto, reconhece o papel que o festival desempenha hoje no meio acadêmico. Mas ele ainda se assusta com as proporções que o projeto, criado sem grandes pretensões nos idos de 2005, ganhou. “Recebemos trabalhos muito bons, com muito profissionalismo e esforço. Acho que é um espaço para que os alunos tenham em que apoiar-se, para onde olhar e vislumbrar algo nessa área. O sucesso do festival se deve ao esforço dos estudantes que se envolvem em tudo, desde a organização, muitos deles trabalham com a gente, até a participação em alguma categoria”, afirma.

Entre os selecionados para a mostra está o curta Epitáfio, produzido pelo coletivo “Ver-o-Take”. É a segunda vez que o grupo integra o Osga. No ano passado, com o vídeo “Paralelo”, abocanhou quatro prêmios: melhor atriz, melhor ator, melhor edição e melhor fotografia. “No primeiro ano a equipe era bem maior, nós éramos 23 pessoas. Já esse ano, o trabalho se resumiu a 13 pessoas, gravamos o filme na metade do tempo em relação a ano passado, porém o desgaste e o resultado no que diz respeito à qualidade são parecidos”, conta o estudante da jornalismo Gustavo Aguiar, 20 anos.

Com outro trabalho em andamento, os integrantes do coletivo se dividiram para produzir o curta. “A decisão se resume a três fatores: repetir o que fizemos ano passado, o diálogo com outra instituição, já que somos alunos da UFPA produzindo um Festival na Unama; porque o Osga está crescendo, exponencialmente ganhando respeito, fazendo o nível do festival aumentar sempre, e ganhando visibilidade em Belém; e terceiro porque nós gostamos de produzir e ficamos procurando onde submeter curtas-metragens, onde tem festival a gente tá colocando vídeo, é como a gente se move, apesar de não ‘dependermos’ dos festivais para produzir”, destaca.

Para alguns inscritos, a exibição de um projeto nas telas do Olympia por si só já é uma realização. É o caso do estudante de publicidade Bernardo Nunes Pereira, 20 anos, que assina roteiro, codireção e trilha sonora, do curta “Sobre Coelhos e Ingressos”. A equipe de produção é formada por dez alunos do quinto semestre do curso de publicidade e propaganda. “É baseado em um conto do Hugo Machado, amigo meu que hoje mora em Santa Catarina. Como sempre tive vontade de participar, pedi pra ele fazer o conto para nos basearmos. Depois apresentei o projeto pra Carol Taveira (diretora), que já havia dirigido um curta ano passado, ela se empolgou com a ideia e daí montamos a equipe e entramos”, lembra.

O grande feito do grupo, elogiado pela organização, é a transmissão do curta no formato de trailer durante a apresentação do filme “Faroeste Caboclo”, nas sessões de 20h e 22h30, nas redes de cinema Cinépolis. A fanpage do filme no facebook conta com mais de dois mil seguidores. Porém, é outra telona que encanta Bernardo. “Poder ver o resultado de tanto esforço em tela grande, no histórico Cine Olympia, deve ser uma sensação incrível. Nosso maior prêmio é o resultado final do projeto. O que vier agora é lucro”, completa.

O vídeo campeão da edição 2012 do Osga, o curta “Tecnicolor”, causou emoção no corpo de jurados na primeira vez que foi exibido. “A nossa vontade era ligar e contar, mas não podíamos, o filme é muito bem realizado”, elogia Renato Malcher. Dirigido por Rodrigo Donza e realizado por Rubião Filmes, o curta retrata o individualismo na contemporaneidade, onde duas pessoas que jamais se viram, compartilham do mesmo sentimento. Foi vencedor das categorias: Melhor Filme, Melhor Diretor, Melhor Cartaz e Melhor Campanha de Divulgação do Festival Osga 2012. “Queríamos um roteiro popular que trouxesse reflexão. Entre os prêmios, além o de melhor filme, o que mais trouxe alegria foi o de melhor campanha de divulgação e cartaz, que traz reconhecimento profissional, pelo curso que fazemos”, diz Rodrigo, 19 anos, estudante de publicidade e propaganda.

A trajetória da premiação universitária

O “Osga” é uma noite de premiação de vídeos universitários iniciada em 2005, na Universidade da Amazônia (Unama), com a finalidade de desenvolver os conhecimentos em edição digital de áudio e vídeo para estudantes devidamente inscritos em cursos superiores das áreas de Comunicação Social, Audiovisual, Cinema, Multimídia, e áreas afins, em toda a região Norte. 

O nome é uma brincadeira feita com uma palavra própria da região Norte e com a premiação cinematográfica do mundo, o “Oscar”, simbolizando, de uma maneira bem divertida, a “maior premiação de vídeos universitários da Amazônia”.

Em 2011 o Festival passou a oferecer atividades como palestras, oficinas, workshops e exposições com profissionais ligados à área para promover ainda mais o conhecimento, a cultura e a troca de informações entre a comunidade acadêmica e interessados na linguagem audiovisual. A final do Festival Osga será realizada hoje no Cine Olympia. 

NÃO PERCA

X Festival Osga de Vídeos Universitários, mostra e premiação. Hoje, a partir de 19 horas, no Cine Olympia (Av. Presidente Vargas, 918. Campina). Contato: 4009-9389. Mais informações no site: www.osga.com.br 

SAIBA MAIS SOBRE OS CURTAS DA CATEGORIA FICÇÃO

Cold Times - Após sofrer uma grande tragédia que mudou completamente sua vida, um garoto tem a ideia inusitada e até mesmo impossível, para a maioria das pessoas: construir uma máquina capaz de voltar no tempo e impedir que a tragédia aconteça. Será que ele consegue? O que de tão terrível pode ter acontecido? 

De Repente Malu - Malu é uma garota bastante indecisa, e por ser assim acaba sofrendo em suas relações do cotidiano, e principalmente nas relações amorosas. Até que ela conhece Edu e se apaixona, mas, como sempre, Malu não tem certeza disso e o casal acaba se separando. A história apresenta a luta de Malu tentando vencer sua indecisão e correr atrás do tempo que perdeu não sabendo o que fazer.

Despertar - A história de Cecília, uma mulher que é viciada em trabalho e passa a maior parte dos seus dias confinada em seu escritório. O tempo passa e Cecília não tem mais a necessidade de conviver com o próximo e assim o seu lado humano é deixado para trás. Certo dia, um simples vendedor de flores tenta mudar essa visão de realidade, e assim Cecília começa a despertar e ver de fato o que é o mundo ao seu redor

Epitáfio - Eduardo, um cara que seguia a sua vida de forma rotineira e sem se questionar o porquê de estar fazendo tudo do jeito que o seu pai designava. Ele tinha tudo o que um jovem almeja em relação ao futuro acadêmico, estudou em boas escolas, se formou na faculdade e conseguiu um emprego, mas isso não era o suficiente. Ele resolve solucionar o seu problema, mas as coisas não saem do jeito que ele imagina.

Espátula e Bisturi - Comédia dramática que traz a história de um jovem que viveu 21 festas de aniversário completamente semelhantes e, no filme, ele conta como tudo isso aconteceu.

Sapatos Sujos - Rebeca e Eduardo são um casal tipicamente feliz que possuem ambições, expectativas e metas, planejando realizá-las juntos, mas sob um ponto de vista diferenciado.

Sílvia - Como agir quando a vida não é tão boa pra você? Fugir? Fingir? Ou simplesmente dizer não? E você, seria capaz de dizer sim?
Sobre Coelhos e Ingressos - Paulo é um homem comum que anda sendo atormentando por um sonho sem sentido. Paulo então começa a passar por um conflito sociopsicológico para entender as necessidades e futilidades da sociedade atual.

Tereza e a Crítica - Uma blogueira inconformada com a discriminação e com a situação das minorias sociais que decide, então, mostrar toda sua revolta em um texto que acaba repercutindo tanto ao ponto da blogueira ser convidada a se explicar publicamente.

Tejada – A história é contada no curta em sua forma real e tem como protagonista deste caso emocional um paraense bem jovem mais feroz que um chacal. O filme é baseado em uma história real e possui trilha sonora original.

(Diário do Pará)

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