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Tecnobrega agora é patrimônio cultural

sexta-feira, 31/05/2013, 09:03 - Atualizado em 31/05/2013, 09:05 - Autor:


O tecnomelody, ritmo genuinamente paraense, ganha cada vez mais espaço na cena musical brasileira e mundial, além do reconhecimento como patrimônio cultural e artístico do Estado, segundo a Lei Estadual n° 7.708, publicada no Diário Oficial do Estado da última sexta-feira, 24. Para artistas e entidades que atuam no setor cultural local, a nova legislação referenda a importância do gênero para a cultura paraense.


O presidente da Fundação Cultural do Pará Tancredo Neves, Nilson Chaves, diz que é importante transformar em patrimônio cultural qualquer manifestação que tenha uma identidade clara e representativa do Estado, como é o caso do tecnomelody. “É muito positiva a atitude de reconhecer um estilo desenvolvido aqui. Acredito que devemos estender isso também a outros ritmos amazônicos, que também são importantes e que talvez tenham uma vida mais longa, a exemplo da Marujada de Bragança, do siriá, retumbão e lundu”, diz.


A presidente da Fundação Paraense de Radio Difusão (Funtelpa), Adelaide Oliveira, destaca que projetos como a Mostra Terruá Pará de Música ajudaram a divulgar essa cultura. “A Mostra Terruá, que vai até o próximo dia 30 de julho, no teatro Margarida Schivasappa, tem um percentual de tecnomelody, pois a curadoria do evento achou que o ritmo representa muito bem a proposta do evento”, explica. “Acho muito bacana esse reconhecimento, porque vai profissionalizar a categoria, e acredito que seja muito interessante para eles que as pessoas consumam e ajudem a fazer desse ritmo algo com mais qualidade”, analisa a presidente da Funtelpa. 


‘EVOLUÇÃO’


Um dos expoentes do estilo no Pará, Tony Brasil conta que o tecnomelody foi criado para animar festas populares em Belém. Para ele, as bandas atuais – como Tecno Show, ARK, Bruno & Trio, Ravelly, Jurandy & Banda, Fruto Sensual, Xeiro Verde e Viviane Batidão – e também as aparelhagens sonoras Rubi, Tupinambá, Super Pop, Mega Príncipe e Badalasom apresentam uma grande evolução do gênero. “O que estamos vendo atualmente é uma evolução do tecnomelody, que acabou chegando muito mais longe do que imaginávamos lá no inicio. Pensávamos em fazer um som que o público jovem paraense curtisse, e hoje vemos o Brasil inteiro cantar e dançar com o tecnomelody na trilha da Gaby Amarantos, Gang do Eletro e outros”, comenta.


A Gang do Eletro, inclusive, é um dos grupos que atualmente vêm divulgando o ritmo paraense mundo afora. Segundo o produtor musical e DJ da banda, Waldo Squash, a proposta é divulgar as misturas do tecnomelody com ritmos latinos, como cúmbia e reggaeton, e sons eletrônicos oriundos da Europa, como o eletrohouse.


“A gente já vem fazendo essas experimentações no Brasil e também fora do país, e ainda temos muito material para mostrar. Esse reconhecimento representa uma vitória muito grande. É um grande passo para que cada vez mais esse ritmo se torne popular”, afirma ele, para quem o tecnomelody já faz parte da vida dos paraenses. O objetivo agora é colocá-lo na playlist dos brasileiros. “Acredito que os próximos passos devem ocorrer no sentido de buscar formas de profissionalizar ainda mais os artistas desse gênero musical”, conclui. 


(Diário do Pará)

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