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Para tecer a história do negro no Pará

terça-feira, 28/05/2013, 09:39 - Atualizado em 28/05/2013, 09:40 - Autor:


O Grupo de Estudos Afroamazônicos (Geam) da UFPA está com inscrições para o workshop “Espaços de negritude no Pará”, que será realizado amanhã. O evento integra o programa de pesquisa “Roda de Axé”, do projeto de extensão “Entre o sagrado e o profano: artistas de terreiros tecendo teias, bordando histórias e memórias”, e a programação do Geam para a comemoração à data 25 de maio, Dia da África.


O evento ocorrerá no auditório do Capacit, com início previsto para as 14h. Para participar, basta enviar um e-mail, via correio eletrônico [email protected], informando nome completo e a instituição à qual pertence.


A primeira atividade do workshop será a apresentação dos quilombolas aprovados no primeiro processo de seleção especial (PSE 2013) para comunidades quilombolas da UFPA. A programação será composta, ainda, de duas mesas, com temáticas sobre as comunidades quilombolas no Pará, e comunidades de terreiros, a saber: mesa ‘Quilombo como espaço de história, memória, luta e resistência’; e a mesa ‘Comunidades de Terreiros como espaço de luta e resistência’.


TROCAS


O objetivo do evento é estabelecer contatos entre a comunidade acadêmica, os estudantes quilombolas da UFPA e as religiões de matriz africana. “Nós aproveitamos a entrada dos estudantes quilombolas na UFPA para fazer com que estes sejam reconhecidos. Inclusive, as duas pessoas que estão compondo as mesas são quilombolas que foram aprovados no curso de Direito no PSE da UFPA”, frisa a coordenadora do evento, professora Zélia Amador.


Segundo a coordenadora, o tema foi escolhido pelo fato de o Pará ser um Estado com um grande número de espaços de negritude e pretende-se, por meio do evento, marcar esses protagonistas mostrando que esses territórios, tanto os quilombolas quanto as comunidades de terreiro, configuram espaços de negritude na região.


O projeto de extensão “Entre o sagrado e o profano: Artistas de terreiros tecendo teias, bordando histórias e memórias” é realizado pelo ICA, em parceria com o IFCH, o qual pertence ao programa de pesquisa desenvolvido pelo Grupo de Estudos Afroamazônicos do Pará. 


PESQUISA


O Grupo de Estudos Amazônicos surgiu em 2012, com a finalidade de criar uma interface entre a universidade e a sociedade, desenvolvendo atividades nas áreas do ensino, pesquisa e extensão, particularmente, da população negra na Amazônia. Propor políticas públicas de combate ao racismo e à eliminação da discriminação racial, promovendo um espaço de diálogo e de troca de experiências entre a Academia e os Movimentos Sociais Negros, são alguns dos objetivos do grupo.


“O Geam trabalha como representação dos movimentos sociais na UFPA. O grupo tem feito propostas de cotas para negros e de inclusão de disciplinas que tratem da questão racial nos diversos cursos da universidade”, finaliza Zélia Amador.


(Diário do Pará, com assessoria)

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