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Viagem pelos rios da Amazônia

sábado, 25/05/2013, 10:05 - Atualizado em 25/05/2013, 10:05 - Autor:


Já no prefácio do livro o autor, Roberto Carvalho de Faro, revela que o romance escrito por ele foi inspirado na história real do homem que na década de 1980, desiludido por não conseguir um novo emprego, decide se aventurar no mar. Ou melhor, nas águas turvas dos rios amazônicos que cortam o Pará e o Amazonas. 


“O guindaste amarelo”, lançado este mês pela editora Paka-Tatu, é um convite ao interior da Amazônia, explorando experiências, costumes e especificidades de quem trabalha navegando pelos rios. Para isso, o autor faz da linguagem o principal transporte.


A história começa pelo reencontro entre Jonas Trindade e João Pedro na orla da Estação das Docas, em Belém. Os gigantes guindastes amarelos distribuídos ao longo da beira do rio são o ponto de partida para uma viagem ao tempo em que os dois personagens relembram as experiências que compartilharam durante as viagens a bordo do navio de carga chamado de Jasmim. 


João Pedro, chamado pela tripulação de “linha-de-fora” por ser um habitante avulso da embarcação, sem profissão marítima e contratado para serviços subalternos – conforme explica o autor do livro – é um homem em crise existencial após ter se separado da mulher. Sem rumo e sem saber o que vai fazer da vida, João decide embarcar no navio de Jonas e conhecer esse mundo novo longe das estradas e prédios de concreto. 


Entre carregamentos, conversas e despedidas, Jonas e João encontram na navegação uma forma de superar e até esquecer os problemas pessoais, que incluem questões amorosas e financeiras. Mas é a vida de Jonas, dentro e ao redor do Jasmim, que norteia a narrativa.


Além dos termos e expressões típicas dos marinheiros, o livro também esclarece curiosidades sobre todo o processo de carregamento de carga entre os estados, desde os tipos de carga mais comuns na Amazônia até a maneira como esses produtos são distribuídos. O leitor tem a possibilidade de aprender e entender essas especificidades marítimas ao mesmo tempo em que o inexperiente Jonas Trindade, facilitando o mergulho ainda mais profundo dentro da história contada por Roberto Carvalho de Faro. 


(Diário do Pará)

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