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O poema em movimento

sábado, 25/05/2013, 10:03 - Atualizado em 25/05/2013, 10:03 - Autor:


“Lírica Morada” desnuda Belém em cena. Traz olhares múltiplos sobre a cidade. Morada lírica do amor ressuscitado da mitologia grega. Do homem que percorre os recantos da metrópole seguindo os rastros da amada. Premiado pelo Ministério da Cultura, estreou no Theatro da Paz em abril do ano passado, circulou pelo Rio de Janeiro e cinco cidades da Amazônia Legal. O espetáculo celebra os dez anos da Companhia Moderno de Dança e será apresentado hoje no Teatro Cláudio Barradas. 


A apresentação de logo mais à noite integra o projeto “Circuito Companhia Moderno de Dança 10 anos”, contemplado pela Lei Semear em 2012, e recebe o apoio do Governo do Estado do Pará e da Fundação Cultural do Pará Tancredo Neves e patrocínio da Sol Informática. O circuito contempla apresentações de espetáculos, mostras de dança, oficinas e circulação nos municípios do interior do Estado do Pará. Após as cidades de Marabá e Castanhal receberem o Circuito, Belém é a cidade da vez. O projeto ainda segue para Bragança, Soure e Abaetetuba.


Os movimentos e sons da apresentação brotaram de coletivo processo de pesquisa com base no poema de Paes Loureiro. Com texto de Saulo Sisnando, que acaba dividindo a direção do trabalho com Ana Flávia Mendes Sapucahy. A trilha sonora é assinada pelo bailarino Christian Perrota. Olhares duplos que se complementam em cena. Ele com a força da dramaturgia. Ela com o texto em forma de dança, movimento. Parceria que floresce em interpretação. 


Paes Loureiro celebra a empreitada. É a possibilidade de perpetuar a própria arte, quem sabe. “A riqueza de um poema, de uma obra, é a de ser semente de olhares, além do olhar plantador do poeta. O olhar do poeta é a semeadura. Os olhares são as colheitas. Quanto mais olhares colhendo novos significados, mais riqueza e duração um poema, uma obra de arte, terá. Como sinto que o olhar é um criador de mundos, cada novo olhar é, por sua natureza, um cocriador do olhar inaugural do poeta”, comparou o poeta na época da estreia do espetáculo.


Assim como o poema, “Lírica Morada” é o convite de um passeio pela Belém de cada integrante da Companhia Moderno de Dança. Presente em gestos, sons, desejos e emoção. Um poema em movimento para reverenciar a cidade.


(Diário do Pará)

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