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Coletivo lança curtas inéditos e realiza debate

quarta-feira, 22/05/2013, 07:36 - Atualizado em 22/05/2013, 07:36 - Autor:


Depois do lançamento oficial ocorrido em fevereiro deste ano, o coletivo de audiovisual Quadro a Quadro faz hoje a estreia de mais dois curtas-metragens. “Espelho e silêncio”, de Vince Souza e “Fotodramas”, de Tiago Freitas serão exibidos às 19h no Centro Cultural Sesc Boulevard, com entrada franca. 


Inspirado no texto homônimo de Emanuel Meireles, “Espelho e silêncio” traz como protagonista um homem sozinho vivendo em uma casa velha cercada por um imenso silêncio. Entre os objetos espalhados pelo imóvel, o morador encontra um espelho que desperta reações estranhas. 


Já o curta “Fotodramas” é, de acordo com o próprio diretor Tiago Freitas, “uma experiência cotidiana que convida o público a construir e desconstruir conceitos”, diz, com uma linguagem que conversa com o documental,e também com a ficção. “Se eu der muitos detalhes, vou entregar o filme”, brinca.


Além dos dois filmes inéditos, o coletivo também faz uma nova exibição dos curtas “Do Amor”, de Rodolfo Mendonça, “Em”, de Raquel Minervino e “Entre Portas”, de Rafael Samora que são as três primeiras produções do grupo. “Nós vamos lançar os dois novos filmes, mas também reexibir esses três dando oportunidade para quem ainda não viu”, justifica Tiago. 


Experimentações


O coletivo surgiu em outubro de 2012 reunindo pessoas apaixonadas por cinema, com ideias para experimentar e difundir o audiovisual da região. O objetivo do “Quadro a Quadro” não é só o de apreciar obras cinematográficas, mas de produzir seu próprio conteúdo, além de desenvolver a prática e a reflexão em torno do cinema independente na Amazônia.


Atualmente formado por Rodolfo Mendonça, Rafael Samora, Raquel Minervino, Tiago Freitas, Cássio França, Vince Souza, Marcelo Tavares e mais os recém chegados Lériton Brito e Igor Gurjão, o grupo é independente e conta, principalmente, com a colaboração de amigos e familiares. “A gente tira o dinheiro do próprio bolso, não temos financiamento. A ajuda dos amigos tem sido essencial pra gente”. Em uma das produções, Tiago conta que a equipe ficou hospedada na casa de um grupo de amigos cedida para as locações. 


Recentemente Rodolfo, Raquel e Rafael mudaram-se para o Rio de Janeiro para estudar artes e cinema, mas não saíram do coletivo. De lá eles desenvolvem produções audiovisuais para serem também apresentadas aqui. “Agora é como se a sede fosse aqui e tivéssemos uma filial lá no Rio”, conta Tiago. As exibições de hoje no Sesc serão seguidas de debate com o público. 


(Diário do Pará)

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