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Mergulho na diversidade musical do Pará

terça-feira, 21/05/2013, 07:23 - Atualizado em 21/05/2013, 07:23 - Autor:


A Mostra Terruá continua hoje no teatro Margarida Schivasappa com seis novas apresentações. Na segunda rodada de shows, os ritmos são o carimbó, chorinho, retumbão, MPB e instrumental. Os ingressos podem ser retirados na bilheteria do teatro no dia das apresentações, das 9 horas ao meio-dia e das 15 às 18 horas.


Quem abre a programação da noite é o grupo de carimbó Raiz de Cafezal. Fundado em 2004, por Cláudio Albuquerque, com o propósito de preservar a cultura amazônica e o estilo do curimbó, oriundo dos povos indígenas. O grupo é radicado em Belém, mas têm músicos naturais de Cafezal, município de Maracanã, como Mestre Ladainha e Baiacho. Na Mostra Terruá, são nove integrantes, entre instrumentistas e dançarinos. Os instrumentos de percussão usados nos shows são produzidos de modo artesanal pelos próprios mestres, para que seja mantida a sonoridade dos curimbós. 


Adamor do Bandolim se apresenta logo depois. Apaixonado pelo ritmo do choro, Adamor nasceu em Anajás, na Ilha do Marajó. Músico autodidata, ele iniciou a trajetória em 1958, participando de um programa de calouros, na Rádio Difusora de Macapá. O primeiro disco foi lançado em 1983, ainda em vinil, intitulado “Chora Marajó”. Hoje, já conta com quatro trabalhos autorais. O artista já fez parte de grupos como Novo Som e Manga Verde, assim como o Gente do Choro, que atualmente é a banda que acompanha Adamor. 


Em 41 anos como compositor, Pedrinho Cavalerro, o terceiro artista da noite, colaborou com mais de 50 parceiros, que lhe renderam mais de 300 músicas. O último disco lançado pelo cantor foi o que comemora os seus 50 anos de vida. O CD, produzido pela Igara Produções e Eventos, traz músicas próprias, como “No Rumo da Saia” e “Apesar dos Pesares”, entre outras.


O santareno Sebastião Tapajós toca, às 21h15. Sebastião desde muito cedo começou a mostrar grandes habilidades e um domínio inusitado no violão. Hoje, é considerado um dos principais nomes da música amazônica pelo mundo, com cerca de 70 álbuns gravados e uma grande pesquisa sobre ritmos e sons brasileiros, populares e folclóricos. 


Toni Soares, às 21h40, traz algumas de suas composições com herança da música de Bragança, com base no retumbão e a toada. Um dos fundadores do grupo Arraial do Pavulagem, enveredou por um caminho diferente dos companheiros em 1997. Mesmo dando continuidade ao som do retumbão característico da Marujada de São Benedito, de sua Bragança natal, ele resolveu ousar. Foram nove CDs na carreira, incluindo os gravados com o Arraial. Atualmente , ele trabalha no projeto “Antonio e Comitiva”, que leva música com o uso de uma banjola, espécie de banjo com braço de violão de doze cordas tocado com arco de rabeca. O músico já “remexeu” pérolas do cancioneiro paraense, experimentou as timbragens regionais e foi moldando sua personalidade musical cada vez mais universal. 


Para fechar a noite no Schivasapp,a o carimbó chamegado de Dona Onete. São mais de 73 anos dedicados à poesia, ao ritmo e aos cheiros do Pará. atural de Cachoeira do Arari, Ionete da Silveira Gama teve contato desde cedo com ritmos como carimbó e banguê e passou a vida entre grupos folclóricos e cordões de pássaros, compondo dezenas de canções. As apresentações da mostra recebem a avaliação de uma comissão artística formada pelo publicitário e produtor Gustavo Rodrigues, o radialista Beto Fares e o produtor cultural Márcio Macedo. Da Mostra Terruá, serão selecionados doze artistas para compor o espetáculo Terruá, que dá início à série de ensaios logo após o final da mostra, em setembro.


(Diário do Pará)

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