Edição do dia

Edição do dia

Leia a edição completa grátis

Previsão do Tempo
30°
cotação atual R$

Notícias / Cultura

Cultura

Orquestra presta homenagem a mestre Isoca

domingo, 19/05/2013, 12:13 - Atualizado em 19/05/2013, 12:13 - Autor:


A III edição do projeto Sons da Amazônia, executado pela Orquestra Jovem Vale Música (OJVM), faz hoje uma homenagem à obra do compositor paraense Wilson Fonseca (1912-2002), mais conhecido como maestro Isoca. O concerto será às 10h, no Theatro Da Paz com a regência do maestro Miguel Campos Neto e participação do coral infanto-juvenil Vale Música. A entrada é franca. 


Nascido em Santarém, oeste do Pará, maestro Isoca possui uma extensa obra com cerca de 1.600 produções catalogadas que incluem peças para canto, composições orquestrais e líricas além de arranjos e transcrições. “Isoca já faz parte do imaginário popular de Santarém. É de uma importância ímpar para o Estado e para a cidade”, defende Miguel Campos. 


Desde o início da OJVM os mais de 60 músicos entre 13 e 21 anos têm como filosofia de trabalho tentar fazer um repertório equilibrado entre os clássicos e a música brasileira e regional. Entre os compositores já homenageados pelo “Sons da Amazônia” estão Waldemar Henrique e Altino Pimenta. “É difícil rotular essas obras como popular ou erudito. Esses compositores são estudados nos conservatórios porque têm um híbrido entre os dois estilos que é algo salutar para estudantes de música”, diz o maestro da OJVM. 


O repertório do concerto de hoje inclui três composições do maestro Isoca e também mais duas obras clássicas de Beethoven e Mussorgsky. As canções do artista paraense serão acompanhadas do coral infanto-juvenil da Vale Música, formado por 140 alunos. “Os compositores paraenses escreveram músicas vocais. A letra dessas canções são muito importantes, então é legal poder cantar também. O público vai poder sentir as letras além das melodias”, explica Miguel Neto. 


Neto do maestro participa do concerto


Beatriz Fonseca, de 19 anos, toca trombone e é uma das integrantes da Orquestra. No concerto deste domingo, a musicista irá participar da execução de “Chega de saudade”, do maestro Isoca, já tocada antes em outros concertos da OJVM. “Agora é como se a gente estivesse mais à vontade na música, então eu acredito que o concerto vai ser ainda melhor. É uma grande emoção poder tocar músicas da nossa terra, nós nos sentimos em casa”, conta Beatriz. 


Participante do Projeto Vale Música desde os 11 anos de idade, quando cantava do coral de uma igreja, Beatriz conheceu melhor a obra de Wilson Fonseca recentemente quando viajou junto com a Orquestra para Santarém. “Lá a gente pôde vivenciar e entender como a população respeita o maestro Isoca e a família dele também. É gratificante poder homenagear um maestro que dedicou sua obra à nossa região”, diz a musicista.


No concerto de hoje também estará presente o neto de Wilson Fonseca, Agostinho Júnior, maestro assistente da OJVM. “Agostinho também é compositor. É bem diferente do avô, com um estilo diferente. A família Fonseca é bastante musical”, conta Miguel ao lembrar que Isoca é filho do também maestro José Agostinho da Fonseca (1886-1945) e membro da Academia Paraense de Música e Academia Paraense de Letras. 


Sons da Amazônia que viajam o mundo


Criada em 2010, a Orquestra Jovem Vale Música já participou de vários eventos culturais em cidades como Belém, Manaus, Belo Horizonte, Brasília, São Paulo e Rio de Janeiro. No ano passado, a Orquestra Jovem realizou uma turnê nacional pelo nordeste, nas cidades de São Luís (MA), Fortaleza (CE) e Recife (PE). Em novembro passado, a OJVM participou da ópera “João e Maria”, do alemão Engelbert Humperdinck, no XI Festival Internacional de Ópera do Theatro da Paz. 


Buscando o aperfeiçoamento e profissionalização na música erudita e popular, a orquestra é formada por jovens da rede pública de ensino em Belém e tem realizado intercâmbios com instrumentistas e regentes internacionais como David Spencer, Eva Szekely e Brian Lewis, dos Estados Unidos; Jooyong Ahn, da Coréia do Sul; Ricardo Cabrera, da Colômbia; Yerko Tabilo, do Chile; Alexander Shityakov e Evgueny Pustovalov, da Rússia; Emmanuele Baldini, da Itália entre outros.


Nas próximas edições do projeto Sons da Amazônia outros compositores regionais serão homenageados pela OJVM. Mas, para Miguel Neto, existem outras formas válidas de relembrar o legado desses artistas. “A melhor forma de homenagem é quando esses compositores são lembrados em outros momentos que não sejam necessariamente especiais. As músicas dos artistas que saudamos estão sempre no programa, no dia a dia da Orquestra. É preciso sair da zona de conforto da música erudita e dar mais atenção aos compositores populares”, considera o maestro. 


NÃO PERCA


Orquestra Jovem Vale Música homenageia maestro Isoca. Hoje, às 10h, no Theatro da Paz (Rua Da Paz – Praça da República). Entrada franca. Informações: 3215-2460 / 8886-7361.


(Diário do Pará)

Conteúdo Relacionado


0 Comentário(s)

MAISACESSADAS